
A gigante de Cupertino parece estar a preparar mudanças profundas nos bastidores para os seus próximos sistemas operativos. Embora o lançamento oficial ainda esteja a alguns meses de distância, novas informações indicam que a Apple alterou subitamente os nomes de código internos do iOS 27 e do macOS 27, sugerindo uma reorientação estratégica no desenvolvimento, possivelmente ligada à infraestrutura de inteligência artificial.
De acordo com as informações reveladas por Mark Gurman no seu boletim "Power On", estas alterações de nomenclatura não são apenas cosméticas, mas sim indicativas de que os engenheiros de software estão a trabalhar num novo foco para as versões deste ano.
Adeus "Buttercup", olá "Rave"
No mundo do desenvolvimento de software, os nomes de código servem para definir a identidade e o objetivo de um projeto. Até recentemente, o iOS 27 era conhecido internamente como "Buttercup" e o macOS 27 como "Honeycrisp". No entanto, ambos foram rebatizados para "Rave" e "Fizz", respetivamente.
Esta mudança repentina é um sinal claro de que a empresa ajustou a rota. Embora os utilizadores finais raramente tenham contacto com estas designações, elas determinam o projeto no qual as equipas estão a trabalhar. Curiosamente, outros sistemas mantiveram as suas identidades originais: o watchOS 27 continua a ser "Orchid", o tvOS 27 é o "Lotus" e o visionOS 27 mantém-se como "Eclipse".
A aliança secreta com a Google
A grande questão que se coloca é: o que motivou esta mudança? A teoria mais forte aponta para uma colaboração mais estreita na infraestrutura de nuvem. A Apple poderá estar a preparar os seus sistemas para utilizar servidores de IA da Google, com o objetivo de potenciar as novas funcionalidades da Apple Intelligence.
A abordagem da empresa da maçã, contudo, mantém-se fiel aos seus princípios de privacidade. A ideia é executar os modelos "Apple Foundation" nestes servidores, mas com os dados encriptados de ponta a ponta. Isto significaria que, embora a Google forneça o poder de processamento bruto, não teria qualquer capacidade de ler ou aceder às informações dos utilizadores contidas nos comandos.
Esta não seria uma estratégia inédita, uma vez que a tecnológica já utiliza serviços da Amazon Web Services (AWS) e do Azure para outras finalidades. A confirmação destas suspeitas, e o impacto real destas mudanças no iPhone e no Mac, deverá chegar já em fevereiro, altura em que, segundo a Bloomberg, deverão ser lançadas as primeiras versões beta públicas dos novos sistemas.