
A OpenAI está a preparar-se para introduzir publicidade na sua plataforma de inteligência artificial, mas as marcas que queiram aparecer no chatbot mais famoso do mundo terão de pagar um preço elevado. Segundo os primeiros relatórios, a empresa liderada por Sam Altman está a pedir cerca de 60 dólares (aproximadamente 57 euros) por cada mil visualizações (CPM) nos anúncios.
Este valor representa um posicionamento "premium" no mercado, sendo cerca de o triplo do custo médio que os anunciantes pagam habitualmente por publicidade nas plataformas da Meta, como o Instagram ou o Facebook, segundo avança o The Information.
Menos dados, preço mais alto
Apesar do custo significativamente superior, a OpenAI não tenciona oferecer aos anunciantes o mesmo nível de detalhe estatístico que gigantes como a Google ou a Meta disponibilizam. Enquanto estas plataformas permitem saber se um utilizador realizou uma compra ou tomou uma ação específica após ver um anúncio, o ChatGPT irá, numa fase inicial, fornecer apenas métricas de "alto nível", como o número total de visualizações ou cliques.
Esta abordagem mais restritiva justifica-se, em parte, pela postura da empresa em relação à privacidade. A OpenAI prometeu aos utilizadores que "nunca venderá os seus dados a anunciantes" e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que limita a capacidade de direcionamento comportamental habitual na publicidade digital.
Onde e quando vão aparecer os anúncios
A introdução dos anúncios deverá começar já nas próximas semanas. De acordo com as informações reveladas, a publicidade será exibida aos utilizadores da versão gratuita e dos planos "Go" de nível inferior. No entanto, existem exceções importantes para proteger os grupos mais vulneráveis e a integridade da plataforma.
A publicidade não será apresentada a utilizadores com idade inferior a 18 anos, nem aparecerá em conversas que abordem temas sensíveis, como saúde mental ou política. Resta saber se esta estratégia de preço elevado, combinada com métricas limitadas, será suficiente para atrair os grandes anunciantes numa fase inicial.