
Ser um membro do programa Windows Insider é ter a oportunidade de testar as novidades em primeira mão, mas também significa lidar com a instabilidade inerente ao desenvolvimento de software. Infelizmente, as mais recentes atualizações lançadas para os canais de teste do sistema operativo estão a causar dores de cabeça consideráveis aos utilizadores, com problemas que afetam a usabilidade básica do computador.
As versões em causa são a build 26220.7752, no canal Beta, e a build 26300.7733, no canal Dev. Ambas as compilações do Windows 11 chegaram com erros que vão desde o desempenho do processador até à gestão das aplicações predefinidas.
O Explorador de Ficheiros perdeu a cabeça
O primeiro problema identificado afeta diretamente o coração da interface do utilizador: o processo "explorer.exe". Segundo os relatos, este processo começa a consumir uma quantidade anormalmente elevada de recursos do processador, o que degrada o desempenho geral da máquina.
Além da lentidão, este bug manifesta-se visualmente de uma forma bastante incómoda. Os ícones presentes no ambiente de trabalho e em certas pastas começam a "piscar" ou a atualizar constantemente, criando um efeito visual que dificulta a interação com os ficheiros e atalhos. Este comportamento errático do Explorador sugere um conflito grave na renderização ou gestão dos elementos gráficos nestas versões.
A confusão das aplicações padrão
Se o desempenho gráfico fosse o único problema, seria mau, mas a situação piora com um segundo bug que mexe nas preferências do utilizador. O sistema está a alterar, sem autorização, os programas definidos como padrão para abrir diversos tipos de ficheiros e links.
Especificamente, extensões populares como ficheiros PDF e hiperligações de sites (HTTPS) estão a ser reconfiguradas para abrir automaticamente com o navegador Edge. O cenário torna-se ainda mais problemático para quem não utiliza o browser da Microsoft: caso o Edge não esteja instalado no sistema, estas extensões ficam simplesmente "órfãs", sem qualquer programa associado, impedindo a abertura dos ficheiros ou links.
Para agravar a situação, as tentativas de correção manual por parte dos utilizadores revelam-se infrutíferas. Ao tentar repor os programas favoritos através das Definições do Windows, as alterações simplesmente não são guardadas pelo sistema, revertendo sempre para a configuração errada ou nula.
Microsoft investiga, mas sem solução à vista
Até ao momento, a gigante tecnológica já confirmou que está a par da situação e encontra-se a analisar a origem destes problemas. No entanto, ainda não foi apresentada uma solução definitiva ou uma data para a correção.
Para os utilizadores que dependem da estabilidade das suas máquinas para trabalhar ou jogar, a recomendação atual passa por evitar a instalação destas builds específicas ou, caso já tenham atualizado, tentar reverter para uma versão anterior até que a poeira assente no canal de desenvolvimento.












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