
Os condutores portugueses devem preparar-se para um embate severo na carteira. Já a partir de segunda-feira, os preços dos combustíveis vão sofrer um dos agravamentos mais expressivos dos últimos anos, impulsionados de forma direta pela instabilidade gerada pelo conflito no Irão.
O impacto direto nas bombas de abastecimento
As previsões para o início da semana são pouco animadoras. O preço do gasóleo pode disparar até 23 cêntimos por litro, ao passo que a gasolina 95 deverá encarecer cerca de 7,5 cêntimos. Esta subida acentuada não será exclusiva dos postos de abastecimento tradicionais. As bombas de marca própria, habitualmente localizadas junto a hipermercados, também vão acompanhar a tendência de mercado, com aumentos estimados de 19,32 cêntimos no gasóleo e de 5,96 cêntimos na gasolina 95.
Para enquadrar a dimensão deste choque, o salto no valor do gasóleo marca a maior subida semanal registada em Portugal desde o ano de 2016. Este valor ultrapassa largamente o pico anterior de 14 de março de 2022, altura em que o combustível encareceu 16,68 cêntimos por litro. Por sua vez, a subida na gasolina 95 entra diretamente para a tabela dos sete maiores aumentos de sempre, ainda que fique abaixo do recorde de 12,44 cêntimos atingido a 10 de outubro de 2022.
O peso do conflito internacional e a resposta do Governo
Os especialistas do setor justificam esta escalada de preços com a enorme volatilidade que se vive atualmente a nível internacional. O conflito no Médio Oriente está a afetar de forma substancial a oferta global de petróleo e dos seus derivados, criando uma pressão imediata sobre o mercado energético.
Perante este cenário, que terá um efeito drástico e imediato nos custos de transporte e na mobilidade dos cidadãos, o Governo já veio a público admitir a possibilidade de intervir. A solução poderá passar pela aplicação de um desconto no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), numa tentativa de aliviar o impacto desta subida súbita nos orçamentos familiares.












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