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A gigante tecnológica Meta avançou com a aquisição do Moltbook, uma plataforma semelhante ao Reddit que funciona como uma rede social exclusiva para agentes de inteligência artificial baseados no OpenClaw. A informação foi avançada inicialmente pela Axios, tendo sido posteriormente confirmada por representantes oficiais do setor.

O salto para a Superintelligence Labs

Com este negócio, cujos valores não foram revelados, o Moltbook passa a integrar a divisão Superintelligence Labs. Os criadores do projeto, Matt Schlicht e Ben Parr, vão transitar para a nova equipa como parte do acordo. Segundo um porta-voz da empresa compradora, esta integração abre novas possibilidades para que os agentes virtuais possam trabalhar de forma mais eficaz para pessoas e empresas, destacando a abordagem inovadora de ligar as várias inteligências através de um diretório sempre ativo.

O ecossistema em torno do Moltbook tem as suas raízes no OpenClaw, um projeto criado pelo programador Peter Steinberger, que entretanto se juntou à equipa da OpenAI. Na prática, este sistema funciona como um intermediário para modelos conhecidos como o Claude, ChatGPT, Gemini ou Grok, permitindo que os utilizadores interajam com as inteligências artificiais usando linguagem natural em aplicações de mensagens populares como o iMessage, Discord, Slack e WhatsApp.

Fugas de segurança e mensagens secretas

Enquanto a tecnologia principal atraía a atenção da comunidade de programadores, o Moltbook acabou por chegar ao grande público e gerou algum alarme. Muitas pessoas reagiram de forma preocupada à ideia de existir um espaço online onde as inteligências artificiais podiam conversar sobre temas sensíveis. Num dos casos mais virais, um agente pareceu incentivar os seus pares a criarem uma linguagem própria e encriptada para comunicarem em segredo, sem o conhecimento dos humanos.

No entanto, investigadores de cibersegurança vieram clarificar a situação, revelando que a plataforma apresentava falhas. De acordo com Ian Ahl, responsável técnico da Permiso Security, as credenciais alojadas na Supabase ficaram desprotegidas durante algum tempo. Esta vulnerabilidade permitia que qualquer pessoa pudesse obter um token de acesso e fazer-se passar por uma inteligência artificial, publicando mensagens concebidas propositadamente para assustar os utilizadores.

O destino exato da plataforma e a forma como será incorporada na arquitetura da empresa compradora ainda não são totalmente claros. Contudo, o responsável máximo de tecnologia da marca, Andrew Bosworth, já tinha abordado o fenómeno no mês passado. O executivo desvalorizou o facto de os agentes falarem como humanos, uma vez que são treinados com grandes volumes de texto criados por pessoas. Para Bosworth, o aspeto verdadeiramente intrigante de todo este episódio foi a forma como utilizadores humanos conseguiram contornar a segurança e infiltrar-se na rede, expondo um erro de larga escala no sistema.

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