
O sistema operativo de código aberto que tenta replicar a funcionalidade do ambiente clássico das janelas acabou de dar um passo fundamental no seu desenvolvimento. Segundo partilhado pela equipa do ReactOS no X, o projeto implementou recentemente a sua primeira chamada de sistema NT6, o que aproxima a plataforma da tão aguardada compatibilidade com o Windows Vista e versões mais recentes.
Para quem procura uma alternativa livre que consiga executar controladores e programas originalmente desenhados para a gigante de Redmond, esta é uma notícia animadora. Embora o desenvolvimento seja moroso, cada atualização reforça o objetivo de criar um ecossistema independente, isento de telemetria e sem os rastreios habituais dos sistemas comerciais modernos.
Um detalhe técnico com grande peso no futuro
A função específica que foi agora integrada denomina-se NtGetCurrentProcessorNumberEx, que serve essencialmente para devolver o número lógico do processador em que uma determinada tarefa está a ser executada pela máquina. O processo técnico incluiu também a implementação de várias funções secundárias indispensáveis associadas aos processadores da geração NT6.
A própria equipa de programadores admite que esta chamada isolada não terá um impacto visível imediato para quem já testa a plataforma, mas representa o arranque do suporte estrutural para arquiteturas mais modernas. Para os utilizadores portugueses, sobretudo entusiastas de tecnologia, instituições ou empresas que dependem de programas legados desenhados em exclusivo para o ambiente Microsoft, o amadurecimento desta iniciativa gratuita poderá significar a longo prazo uma poupança avultada em licenças e uma maior liberdade na escolha de hardware.
A lenta transição para além da era clássica
Até ao momento, os criadores têm focado os seus esforços de estabilidade em torno da base do Windows XP e do Server 2003. O salto para a arquitetura NT6 é altamente complexo, bastando recordar que a própria criadora do formato demorou cerca de meia década a desenvolver a estrutura do Vista após o lançamento do XP, introduzindo na altura alterações profundas e controversas no núcleo do sistema.
O anúncio das novidades, partilhado na rede social X, gerou uma onda de entusiasmo na comunidade open-source. Apesar de a iniciativa permanecer na sua fase alfa, o que significa que ainda não se encontra pronta para utilização diária como máquina principal de trabalho, a consistência destas atualizações mostra que o sonho de um ambiente totalmente livre capaz de correr aplicações nativas continua vivo. Resta aguardar para ver quanto tempo será necessário até que os utilitários mais recentes consigam ser executados de forma fluida nesta alternativa promissora.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!