
O Departamento de Energia dos EUA apagou subitamente cerca de 6000 páginas dedicadas à conservação de energia, numa altura em que o país enfrenta uma vaga de calor histórica. A informação, agora preservada pelo Internet Archive, desapareceu após uma onda de críticas políticas sobre o uso de ar condicionado.
A polémica dos 25 graus no ar condicionado
Tudo começou quando Zohran Mamdani pediu aos cidadãos de Nova Iorque para ajustarem os seus termóstatos para os 78 graus Fahrenheit (cerca de 25,5 graus Celsius). O objetivo era simples: evitar a sobrecarga da rede elétrica durante o fim de semana festivo. No entanto, figuras políticas republicanas como Ted Cruz e Nikki Haley atacaram o pedido, apelidando a sugestão de socialismo e de um ataque às mulheres na menopausa.
Na verdade, manter o ar condicionado em níveis moderados é uma recomendação global padrão para evitar apagões, uma medida bem conhecida dos portugueses durante os picos de consumo no verão. O próprio departamento norte-americano recomendava historicamente temperaturas entre os 24 e os 25,5 graus Celsius, uma posição partilhada no passado por governadores de estados conservadores como o Texas.
Eliminação de conteúdos abrange várias áreas
A eliminação executada pela administração Trump não se limitou aos conselhos sobre termóstatos. Foram removidos documentos sobre conservação de água, isolamento térmico e até detalhes sobre desafios de energia solar. Felizmente, as plataformas digitais não esquecem, e os dados fundamentais foram salvaguardados em arquivos externos.
Com temperaturas a ultrapassar os 35 graus Celsius durante quatro dias consecutivos em Nova Iorque, com picos acima dos 38 graus, o stress nas infraestruturas elétricas é imenso. Ajustar os equipamentos de frio ajuda a prevenir cortes de eletricidade que deixariam milhares de habitações vulneráveis. Segundo estatísticas das agências de meteorologia e saúde norte-americanas, o calor extremo é responsável por mais mortes no país do que inundações, tornados e furacões em conjunto.












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