
A gigante tecnológica Alibaba bloqueou internamente o acesso à ferramenta Claude Code, recomendando aos seus trabalhadores a adoção da alternativa da casa, o Alibaba Qoder. A decisão surge envolta em receios de segurança, com a empresa a temer que o sistema possa identificar utilizadores asiáticos de forma indevida, segundo informações avançadas pela Reuters.
Tensão entre gigantes da inteligência artificial aumenta
O clima entre as duas empresas tem vindo a degradar-se de forma acentuada. A Anthropic denunciou recentemente que a firma concorrente terá recorrido a 25 mil contas fraudulentas para extrair de forma intensiva as capacidades do seu modelo de linguagem. Os dados apontam para quase 29 milhões de interações geradas num curto espaço de tempo, focadas no modelo Qwen da Alibaba.
O objetivo desta operação seria o treino de sistemas mais pequenos e económicos através de uma técnica conhecida no setor como destilação. A equipa asiática focou-se especialmente na extração de competências de programação e nas capacidades de raciocínio lógico de múltiplos passos que caracterizam o assistente norte-americano.
Práticas de treino no centro da polémica da indústria
A ironia desta disputa não passa despercebida no mercado tecnológico. Enquanto a criadora do Claude critica o uso não autorizado dos seus resultados pela China, a própria empresa norte-americana esteve envolvida em escândalos por utilizar materiais protegidos por direitos de autor para treinar os seus sistemas originais, tendo mesmo chegado a acordos financeiros para encerrar processos com criadores de conteúdo.
Para os programadores europeus e portugueses, este braço de ferro evidencia a fragmentação cada vez maior no ecossistema de desenvolvimento de software. O bloqueio corporativo a assistentes líderes de mercado pode forçar uma transição mais rápida para soluções internas ou de código aberto, limitando a liberdade de escolha das ferramentas de produtividade diária nas grandes empresas tecnológicas.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!