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Unity em Linux

O motor gráfico Unity acaba de dar um passo de gigante para a comunidade de gaming em sistemas abertos. A Unity Technologies anunciou oficialmente que o seu motor passa a ter compatibilidade nativa total com os sistemas operativos Linux e SteamOS. Esta novidade, avançada num vídeo detalhado por James Stone, diretor técnico de gestão de produtos da empresa, promete transformar a experiência de quem utiliza computadores com estes sistemas ou a consola portátil Steam Deck.

Até agora, embora muitos títulos baseados em Unity corressem nestas plataformas, faziam-no através de uma camada de tradução chamada Proton. Com o suporte nativo, o desempenho que se perdia nesse processo de emulação passa a estar disponível diretamente para os jogos, o que pode resultar em taxas de fotogramas mais elevadas ou, no caso de dispositivos portáteis, num aumento significativo da autonomia da bateria.

O papel fundamental da Valve nesta transição

Não é segredo que a Valve tem sido o principal motor por trás da popularização do Linux no mundo do gaming, especialmente com o sucesso do SteamOS e da consola Steam Deck. Segundo as informações partilhadas, a Unity quer agora simplificar a vida aos criadores de conteúdos, oferecendo ferramentas oficiais que facilitam a publicação de binários nativos na loja Steam, em vez de obrigar os estúdios a integrarem manualmente as ferramentas da Steamworks.

Este suporte oficial estende-se não só à atual consola da Valve, mas também a hardware futuro, como a nova geração da Steam Machine. Para o utilizador comum, isto significa que o teu dispositivo poderá correr títulos ajustados especificamente para o hardware, aproveitando o Steam Linux Runtime em vez de depender de camadas externas que a própria Unity não controla.

Transição gradual e o futuro do ecossistema Steam

Apesar desta excelente notícia para os entusiastas de linux, é importante notar que a mudança não será instantânea para todos os títulos. Cada estúdio de videojogos terá ainda de compilar e testar as suas obras sob estas novas ferramentas, adaptando a interface e os controlos aos critérios de compatibilidade. Enquanto não existir uma versão nativa, a Steam Deck continuará a utilizar o Proton por defeito.

O momento desta decisão da Unity também se explica pela expansão do ecossistema. Com o recente surgimento de equipamentos como a Lenovo Legion Go S — a primeira consola portátil licenciada com SteamOS de fábrica — e os planos da Valve para 2026, torna-se claro que a tecnologia de código aberto está a ganhar um espaço sem precedentes no mercado global de entretenimento.

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