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Strauss Zelnick, diretor executivo da Take-Two, classificou como "risível" a ideia de que ferramentas de inteligência artificial, como o Project Genie da Google, consigam desenvolver videojogos de sucesso de forma autónoma. De acordo com as informações avançadas pela Video Games Chronicle, com base numa entrevista ao The Game Business, o líder da empresa defende que carregar num botão nunca será suficiente para criar títulos de destaque à escala global.

O impacto no mercado e a visão dos estúdios

Em janeiro, a empresa tecnológica começou a disponibilizar um protótipo do Project Genie, uma ferramenta que permite aos utilizadores gerar mundos interativos através de comandos de texto. Esta revelação provocou quedas nas ações de várias empresas do setor na bolsa Nasdaq, incluindo a Unity, CD Projekt, Nintendo, Roblox e a própria Take-Two.

Questionado sobre se estas inovações poderiam nivelar o mercado e permitir a qualquer pessoa criar títulos com a dimensão de um Grand Theft Auto, Zelnick foi perentório a negar a hipótese. O executivo explicou que já existe bastante tecnologia para facilitar o desenvolvimento, resultando em milhares de lançamentos anuais. No entanto, os grandes sucessos continuam a concentrar-se nas grandes empresas de entretenimento ou em estúdios independentes com financiamento robusto.

Para ilustrar o seu ponto de vista, fez um paralelo com a indústria musical. Zelnick notou que os programas atuais conseguem gerar canções completas através de texto, que servem o propósito de enviar como um cartão de felicitações, mas que são incapazes de cativar os ouvintes para reproduções repetidas.

Ferramentas de apoio em vez de concorrência direta

O diretor executivo admitiu ter ficado surpreendido com a reação negativa do mercado financeiro perante a apresentação de novas soluções de geração de conteúdo. Na sua perspetiva, a evolução tecnológica deve ser encarada como um benefício para a indústria, valorizando o trabalho de quem a utiliza, e não como uma ameaça que reduz o valor das empresas.

Segundo Zelnick, a ideia de que a tecnologia permitirá a qualquer indivíduo criar sucessos comerciais carece de lógica. Embora as ferramentas possam acelerar a produção de elementos visuais ou de código, a redução do tempo de desenvolvimento não garante a qualidade final da obra. A abundância de recursos não substitui a criatividade e o envolvimento humano necessários para alcançar o impacto de séries como NBA 2K ou EA Sports FC.

Esta posição mantém a coerência com declarações feitas em outubro. Na altura, o responsável sublinhou que os modelos de linguagem dependem de grandes volumes de dados passados, o que os torna inerentemente focados no que já foi feito, limitando a verdadeira capacidade de inovação na conceção de videojogos.

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