
Aleksey Olegovich Volkov, um cidadão russo de 26 anos, foi condenado a quase sete anos de prisão nos Estados Unidos por atuar como facilitador de acessos iniciais para o grupo de ransomware Yanluowang. A decisão, detalhada nos documentos do Tribunal dos EUA, obriga ainda o pirata informático a pagar mais de 8,5 milhões de euros em indemnizações para compensar as perdas reais das vítimas.
Entre julho de 2021 e novembro de 2022, Volkov, conhecido online pelos pseudónimos chubaka.kor e nets, infiltrou-se nas redes de pelo menos oito empresas norte-americanas. O seu papel consistia em invadir as infraestruturas corporativas e vender as credenciais de acesso à operação Yanluowang. Uma vez dentro dos sistemas, os parceiros deste grupo encriptavam os dados das vítimas e exigiam resgates que variavam entre os 285 mil e os 14,2 milhões de euros.
O rasto digital e a captura na Europa
A detenção do pirata informático ocorreu em Itália, em janeiro de 2024, seguindo-se a sua extradição para solo norte-americano. As autoridades conseguiram rastrear a identidade de Volkov através do cruzamento de informações de contas da Apple, registos de plataformas de criptomoedas e perfis em redes sociais, que estavam diretamente ligados ao seu passaporte russo e número de telemóvel.
O FBI revelou que a apreensão de um servidor associado ao grupo criminoso permitiu recuperar registos de conversas, credenciais roubadas e evidências das negociações dos resgates. Segundo as autoridades federais, a percentagem de lucros acumulada por Volkov através destes esquemas criminosos atingiu aproximadamente 1,4 milhões de euros.
Ligações a outras redes de cibercrime
Durante a investigação, os agentes encontraram também indícios de que o indivíduo poderia ter ramificações com outras organizações perigosas do submundo digital. Uma captura de ecrã descoberta nos seus dispositivos mostrava uma conversa com um utilizador denominado LockBit, sugerindo uma possível ligação paralela com este notório grupo de ransomware.
Inicialmente, o cibercriminoso enfrentava uma pena máxima que podia chegar aos 53 anos de prisão. Contudo, após assumir a culpa e aceitar cooperar com o pagamento das indemnizações e a perda do equipamento utilizado nos crimes, a sentença final foi fixada em 81 meses de reclusão.












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