
A Google anunciou os seus planos para a migração para a criptografia pós-quântica até 2029, revelando que o próximo Android 17 vai integrar estas novas defesas de segurança. A medida, detalhada no blogue de segurança da Google, visa proteger os telemóveis contra a capacidade dos computadores quânticos de quebrarem as tecnologias criptográficas atuais.
Os computadores quânticos estão a ser explorados para resolver problemas complexos em áreas como a ciência de materiais e a descoberta de medicamentos, mas representam um risco real para os métodos de encriptação padrão usados em toda a indústria. Para antecipar este cenário, no ano passado a Microsoft disponibilizou algoritmos de criptografia pós-quântica no Windows Server 2025, clientes Windows 11 e .NET 10. Agora, a Google prepara o seu ecossistema móvel para dar o mesmo salto de segurança.
Melhorias de segurança no núcleo do sistema
A próxima versão beta do sistema operativo móvel vai introduzir duas grandes melhorias a este nível. Em primeiro lugar, o sistema de arranque verificado vai integrar o algoritmo de assinatura digital baseado em reticulados modulares. Esta alteração assegura que o software carregado durante o arranque do equipamento se mantém altamente resistente a modificações não autorizadas através da utilização de assinaturas digitais imunes a ataques quânticos.
O sistema inicia também a transição da atestação remota para uma arquitetura totalmente compatível com os novos padrões da indústria. Através da atualização das cadeias de certificados para suportar algoritmos resistentes, os equipamentos poderão provar o seu estado de segurança de forma fiável.
Novas ferramentas para programadores e proteção na loja
Para além das alterações estruturais, a atualização vai facilitar a adoção destas tecnologias por parte dos criadores de software. O sistema de gestão de chaves do Android passará a suportar nativamente o novo algoritmo, permitindo a utilização de assinaturas seguras diretamente no hardware do telemóvel. O novo kit de desenvolvimento vai também permitir o uso de variantes de segurança reforçada na interface padrão de geração de chaves.
A loja de aplicações oficial também recebe novidades neste campo. Os programadores vão poder gerar automaticamente blocos de assinatura híbridos, que combinam as chaves clássicas com as novas chaves pós-quânticas para assinar as suas aplicações e jogos. Esta abordagem mantém a confiança atual do ecossistema, ao mesmo tempo que adiciona uma camada de defesa essencial para bloquear atualizações não autorizadas na nova era da criptografia.












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