
A fabricante chinesa de veículos elétricos XPENG encerrou o ano de 2025 com um marco histórico, ao registar o seu primeiro lucro líquido trimestral no final do ano. Com um crescimento expressivo de quase 126% nas entregas anuais, a tecnológica consolida a sua posição no mercado global, impulsionada pela inteligência artificial e por uma otimização rigorosa de custos.
O salto financeiro e o recorde de entregas
Os resultados financeiros não auditados do último trimestre e da totalidade do ano de 2025 revelam um cenário bastante positivo para a empresa. Durante os últimos três meses do ano, a marca obteve um lucro líquido de aproximadamente 46 milhões de euros. A margem bruta trimestral acompanhou este bom momento, atingindo um valor recorde de 21,3%, com as margens focadas apenas nos veículos a fixarem-se nos 13%.
Olhando para o cômputo geral do ano, a expansão foi notável. A fabricante entregou um total de 429.445 automóveis aos clientes, o que reflete um salto homólogo de 125,9%. Este aumento nas vendas traduziu-se num crescimento de 87,7% nas receitas anuais, que se situaram na ordem dos 9,4 mil milhões de euros. No fecho das contas de 2025, a empresa contava com uma posição de liquidez robusta, acumulando cerca de 5,81 mil milhões de euros em reservas.
Foco na inteligência artificial e expansão global
Para Xiaopeng He, diretor executivo da companhia, este desempenho coloca a marca num ponto de viragem histórico para as aplicações da inteligência artificial no mundo físico. O executivo sublinha que o objetivo atual passa não só por conquistar mais quota de mercado com automóveis definidos por software, mas também por esbater as fronteiras entre a condução assistida e a condução totalmente autónoma. O plano envolve ainda a exportação do seu sistema de segunda geração para os mercados internacionais e a futura produção em larga escala de robôs humanoides.
A solidez financeira alcançada permite à XPENG manter um investimento forte em investigação e desenvolvimento. Brian Gu, copresidente da empresa, destaca que este modelo de negócio, focado na liderança tecnológica, abre um caminho de rentabilidade claro e afasta a marca das abordagens tradicionais da indústria automóvel. Com as reservas de capital atuais, a tecnológica assegura os recursos necessários para financiar de forma inabalável a inovação na próxima década.












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