
A procura global por memória DRAM para dispositivos móveis encontra-se em níveis historicamente elevados, e a Apple parece estar decidida a usar a sua vasta capacidade financeira para absorver a maior quantidade de stock possível. De acordo com a informação partilhada no X, esta manobra agressiva está a colocar uma pressão considerável nas cadeias de abastecimento, alterando o equilíbrio do mercado de telemóveis e prejudicando diretamente as marcas rivais.
O impacto nos fabricantes de gama média
A retenção massiva destes componentes afeta especialmente os fabricantes de equipamentos de gama baixa e média, que dependem fortemente da compra destes chips a terceiros e possuem menor margem de manobra financeira para absorver a pressão comercial. A escassez de recursos agrava os custos de produção, uma realidade que já se reflete no consumidor final. A Samsung, por exemplo, já aumentou os preços das variantes com maior capacidade de armazenamento em modelos como o Galaxy S25 Edge, o Galaxy Z Fold 7 e o Galaxy Flip 7.
A estratégia de Tim Cook
Embora a empresa não associe publicamente estas movimentações de mercado e os aumentos de preços às restrições no fornecimento de memória, o padrão de aperto na oferta tem sido bastante claro desde o início do ano. Durante a recente apresentação de resultados financeiros, Tim Cook, o CEO, apontou precisamente os elevados custos da memória e a capacidade de produção limitada nos processos mais avançados da TSMC como os principais obstáculos atuais.
Com as suas reservas de capital milionárias, a fabricante do iPhone não está apenas a garantir as peças de que necessita para as suas próprias linhas de produção, mas também a limitar de forma propositada o acesso da concorrência aos mesmos componentes. Trata-se de uma tática que permite moldar o setor global a seu favor e ditar o ritmo de produção de toda a indústria móvel.












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