
A Apple iniciou o ano de 2026 na liderança do mercado global de telemóveis, impulsionada pelas fortes vendas da linha iPhone 17. Este cenário impediu a rival sul-coreana de recuperar a primeira posição, num trimestre inicial marcado por vários desafios económicos para as restantes fabricantes.
De acordo com os dados partilhados pela Counterpoint Research, a marca da maçã detém atualmente 21% de quota, seguida de perto pela Samsung com 20%. A procura contínua pela série iPhone 17 e os programas de retoma bastante atrativos foram essenciais para garantir este crescimento, mesmo perante um ambiente financeiro global mais enfraquecido.
O impacto do atraso no Galaxy S26
A distância entre as duas gigantes encurtou em relação ao final de 2025, mas a Samsung registou uma queda de 6% nas unidades distribuídas, quando comparado com o primeiro trimestre do ano transato. Os especialistas apontam que este recuo se deveu principalmente a dois fatores: o lançamento tardio da linha Galaxy S26 e um desempenho mais fraco nos equipamentos de entrada de gama.
Apesar deste arranque desafiante, a recuperação da fabricante parece estar já a acontecer. A nova série Galaxy S26 encontra-se a bater recordes de vendas, o que deverá ter um reflexo muito positivo e impulsionar os resultados financeiros da marca logo no segundo trimestre de 2026.

Preço das memórias afeta gigantes chinesas
No terceiro lugar da tabela global encontra-se a Xiaomi, que conseguiu segurar a sua posição com 12% de quota. No entanto, a fabricante sofreu uma queda anual drástica de 19%, evidenciando o impacto grave que a atual crise dos chips está a ter nas suas operações. A elevada dependência da marca no segmento de entrada, onde os consumidores são muito sensíveis ao preço, torna a empresa bastante vulnerável ao agravamento dos custos dos componentes de memória.
O top cinco fica completo com a OPPO a registar 11% de quota e a Vivo com 8%, estando ambas as fabricantes também a lidar com quebras no volume de vendas durante este arranque de ano.
Para os restantes meses de 2026, as perspetivas indicam que o setor dos telemóveis continuará a enfrentar obstáculos severos, impulsionados pela escalada de preços das memórias. As marcas deverão focar a sua estratégia em oferecer mais valor aos consumidores em vez de procurarem apenas volume de vendas, cortando modelos com margens de lucro mais baixas e apostando na oferta de equipamentos recondicionados para cativar os clientes com orçamentos mais limitados.












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