
O mundo da tecnologia está em constante mutação e o mais recente ranking global das marcas mais valiosas comprova uma mudança de paradigma: as plataformas de entretenimento e serviços digitais estão a ganhar terreno face aos gigantes tradicionais de hardware. Segundo o relatório Global 500 de 2026, elaborado pela Brand Finance, a Apple continua a ser a marca mais valiosa do mundo, mas há novas movimentações que merecem destaque, nomeadamente a ultrapassagem do TikTok à gigante sul-coreana.
Esta nova tabela reflete como a inovação digital e a capacidade de retenção de atenção dos utilizadores se tornaram ativos financeiros críticos. Enquanto as empresas focadas em ecossistemas de serviços aceleram, conglomerados mais diversificados sentem a pressão da concorrência especializada.
O domínio dos gigantes tecnológicos
No topo da tabela, a Apple segura firmemente a coroa com um valor de marca impressionante de 607,6 mil milhões de dólares, registando um crescimento de 6% em comparação com o ano anterior. Este resultado é fruto de uma estratégia que tem privilegiado o seu ecossistema de serviços — incluindo a App Store, o armazenamento na nuvem e a publicidade — garantindo uma estabilidade invejável nos mercados americano, europeu e asiático.
Logo atrás, a Microsoft destaca-se com um crescimento robusto de 23%, atingindo os 565,2 mil milhões de dólares. A empresa de Redmond continua a colher os frutos do seu forte portfólio empresarial e da sua aposta decisiva na Inteligência Artificial, consolidando-se como uma referência incontornável no setor. O pódio fica completo com a Google (433,1 mil milhões de dólares) e a Amazon (369,9 mil milhões de dólares), que mantêm as suas posições graças ao domínio na pesquisa, publicidade e comércio eletrónico, respetivamente.

A ascensão das plataformas de entretenimento
O dado mais surpreendente deste ano reside na troca de posições entre a velha guarda do hardware e a nova vaga das redes sociais. O TikTok protagonizou uma subida meteórica para a sétima posição global, com uma valorização de 153,5 mil milhões de dólares. Este crescimento de 45% demonstra a força do engajamento das gerações mais jovens e a expansão internacional agressiva da plataforma.
Em sentido inverso, a Samsung perdeu algum fulgor na tabela. Apesar de ter registado um crescimento de 8%, elevando o seu valor para 119,2 mil milhões de dólares, a empresa foi ultrapassada pela rede social chinesa. Este deslize no ranking ilustra uma tendência estrutural de mercado, onde o valor percebido está a migrar do fabrico de dispositivos para o software, os serviços e a capacidade de captar a atenção do consumidor.
O Top 10 fica completo com nomes de peso como a NVIDIA, que continua a surfar a onda da IA, a Walmart, o Facebook e a State Grid Corporation of China. A mensagem para a indústria é clara: a aposta em serviços e inteligência artificial não é apenas uma tendência, é o motor que dita quem lidera a economia global.












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