
O OpenSSL 4.0 chegou como uma atualização focada em novas funcionalidades, trazendo mudanças profundas no suporte a protocolos e elevando os padrões de segurança. A introdução do Client Hello encriptado e o fim definitivo do suporte ao SSLv3 marcam esta nova versão como um passo essencial para a proteção das ligações. De acordo com as notas oficiais publicadas no GitHub, este lançamento encerra um longo processo de descontinuação de tecnologias legadas para garantir a conformidade com os padrões modernos.
Adeus aos protocolos antigos e estruturas complexas
Uma das alterações com maior impacto direto nesta versão é a remoção total do suporte para SSLv3 e para o Client Hello associado ao SSLv2. Esta decisão corta pela raiz o acesso a métodos que deixaram de oferecer as garantias exigidas no panorama tecnológico atual. Em paralelo, a arquitetura de "engines" foi completamente eliminada. As opções de compilação e as macros relacionadas com este modelo estão agora sempre presentes, o que reflete um fluxo de trabalho muito mais simplificado e direto para os programadores.
Criptografia avançada e rigor na informação
Os utilizadores beneficiam agora de um reforço substancial na sua privacidade, dado que a introdução do Client Hello encriptado cumpre os requisitos da norma RFC 9849, blindando as ligações TLS. O pacote de ferramentas expande-se com a integração das opções de criptografia mais recentes, incorporando os algoritmos SM2 e SM3, o suporte à troca de chaves híbrida pós-quântica SM2MLKEM768, e ainda o algoritmo de digestão ML-DSA-MU. Adicionalmente, as novidades trazem suporte integrado para os identificadores SNMP KDF e SRTP KDF.
Para além da vertente da segurança, a formatação das saídas sofreu melhorias relevantes. Os registos hexadecimais apresentam-se agora mais concisos e consistentes, omitindo bytes iniciais desnecessários e forçando restrições de largura exatas para assinaturas e outros dados. Estas limpezas acompanham a remoção de interfaces de programação depreciadas, nomeadamente as funções ligadas ao X509_cmp_time e os ganchos associados às antigas "engines". A versão 4.0 estabelece ainda verificações mais apertadas de AKID e CRL no manuseamento de X.509, desativando por defeito o suporte a curvas elípticas antigas na fase de compilação, e forçando limites inferiores rigorosos para a criptografia baseada em palavra-passe através do módulo FIPS.












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