1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

fusão de energia

A indústria da energia de fusão começa a apresentar as primeiras fissuras na sua visão estratégica, de acordo com informações do TechCrunch. Apesar de as startups do setor terem conseguido angariar cerca de 1,6 mil milhões de dólares nos últimos doze meses, as opiniões dos fundadores dividem-se de forma substancial em relação ao momento ideal para a entrada em bolsa e à utilidade de apostar na criação de negócios secundários.

A corrida aos mercados públicos

A entrada nas bolsas de valores é o tema dominante nas empresas de fusão nuclear. A TAE Technologies e a General Fusion já anunciaram processos de união com empresas cotadas, numa estratégia desenhada para garantir centenas de milhões de dólares e manter viva a complexa investigação do setor. Contudo, várias vozes na indústria alertam que estas manobras estão a acontecer cedo demais, uma vez que estas startups ainda não atingiram metas operacionais e científicas críticas.

A TAE Technologies formalizou uma união com a Trump Media & Technology Group. O departamento de fusão da empresa já encaixou 200 milhões de dólares em dinheiro e aguarda os restantes 100 milhões, assim que toda a regulamentação financeira estiver devidamente registada. No mesmo sentido, a General Fusion confirmou uma fusão inversa através de uma empresa de aquisição de propósito específico, numa manobra que pode injetar 335 milhões de dólares no negócio e fixar o valor da entidade combinada nos mil milhões.

Ambas as organizações procuraram estas rotas por necessidade de financiamento. Há um ano, a General Fusion foi forçada a despedir um quarto da sua equipa, recebendo depois uma pequena ajuda vital de 22 milhões em agosto. Do outro lado, a TAE acumulou quase dois mil milhões de dólares ao longo dos seus 30 anos de atividade, exatamente o mesmo valor em que estava avaliada antes desta transação financeira, o que deixa poucas margens de lucro para os investidores históricos.

A preocupação global foca-se na falta de rentabilidade energética. Nenhuma das empresas chegou ao fundamental retorno científico, a fase em que o reator gera mais energia do que aquela necessária para o seu funcionamento. Os analistas temem que, se as startups cotadas não apresentarem progressos reais, os mercados financeiros podem virar as costas a todo este segmento energético.

Foco total ou negócios alternativos

Para lidar com a pressão dos relatórios trimestrais e gerar algum fluxo de caixa imediato, parte da indústria defende a aposta em produtos comerciais secundários. A TAE e a Shine Technologies, por exemplo, já investem os seus conhecimentos técnicos no fabrico de equipamentos para a medicina nuclear. Em paralelo, entidades como a Commonwealth Fusion Systems e a Tokamak Energy focam-se na comercialização de ímanes.

Ainda assim, existe uma fação que condena abertamente as atividades paralelas, classificando-as como graves distrações corporativas. Empresas como a Inertia Enterprises preferem manter todos os recursos concentrados exclusivamente na construção da sua central elétrica.

As respostas aos investidores podem surgir a curto prazo. A Commonwealth Fusion Systems prevê atingir o tão aguardado retorno científico já no próximo ano, um avanço prático que alguns especialistas acreditam vir a servir de rampa de lançamento para a sua própria oferta pública, validando ou destruindo as atuais estratégias do setor.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech