
É uma das metas mais ambiciosas do mundo tecnológico e acaba de ser atingida. A Microsoft confirmou hoje, 18 de fevereiro de 2026, que atingiu um objetivo crucial na sua estratégia de sustentabilidade: 100% do seu consumo elétrico anual é agora correspondido por compras de energia de fontes renováveis.
Este marco surge como parte do compromisso assumido em 2020, onde a gigante tecnológica prometeu tornar-se negativa em carbono até ao final da década. Para suportar esta transição, a empresa tem investido massivamente na contratação de energia limpa, acumulando um portefólio que ultrapassa os 40 gigawatts (GW) em 26 países. Para termos uma ideia da escala, esta capacidade seria suficiente para abastecer cerca de 10 milhões de lares nos Estados Unidos.
Um império de 40 GW de energia limpa
O caminho para este resultado não foi feito da noite para o dia. Desde o seu primeiro acordo de compra de energia em 2013, no Texas, a empresa escalou as suas operações para garantir que os seus serviços, incluindo a cloud e a inteligência artificial, operam com uma pegada ecológica reduzida. Dos 40 GW contratados, 19 GW já estão operacionais e a injetar eletricidade nas redes locais.
O impacto ambiental destes investimentos é significativo. Segundo os dados revelados pela empresa, desde 2020 foi possível evitar a emissão de cerca de 25 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) de âmbito 2. A estratégia passou por diversificar as parcerias, trabalhando atualmente com mais de 95 fornecedores de energia e gerindo mais de 400 contratos distintos.
Entre os acordos de destaque encontra-se uma parceria massiva de 10,5 GW com a Brookfield, que sinaliza uma procura elevada até 2030, permitindo o desenvolvimento de novas infraestruturas energéticas. Além disso, a empresa focou-se em projetos com impacto comunitário, como instalações de energia solar distribuída que beneficiam diretamente as populações locais nos EUA, México e Brasil.
Aposta na fusão nuclear e tecnologias de futuro
Olhando para o futuro, e com a Agência Internacional de Energia a prever uma nova "Era da Eletricidade" impulsionada pelos veículos elétricos e pelos centros de dados, a empresa de Redmond não se fica apenas pelas energias eólica e solar. A estratégia passa agora por tecnologias mais avançadas e, em alguns casos, experimentais.
A empresa está a investir ativamente na energia de fusão nuclear, destacando-se uma parceria com a Helion para um projeto de 50 MW. Adicionalmente, está em curso a reativação do centro de energia limpa Crane, na Pensilvânia, com 835 MW de capacidade. Estas apostas visam garantir um fornecimento de energia constante e fiável, algo que as renováveis tradicionais nem sempre conseguem assegurar 24 horas por dia.
A inteligência artificial também joga um papel fundamental nesta equação. A empresa está a utilizar ferramentas de IA para acelerar o licenciamento e a implementação de novas infraestruturas, bem como para otimizar a gestão das redes elétricas, tornando o sistema global mais eficiente à medida que a procura por eletricidade continua a aumentar.












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