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Logo da Meta em fundo azul

A corrida pelo domínio da inteligência artificial continua a moldar as estratégias das maiores tecnológicas do mundo. Num movimento significativo para reforçar a sua infraestrutura, a gigante das redes sociais chegou a um entendimento plurianual com a Nvidia para expandir os seus centros de dados. O acordo prevê a implementação de milhões de processadores, marcando uma nova fase na colaboração entre as duas empresas.

Embora a empresa de Mark Zuckerberg utilize hardware da Nvidia há muito tempo para os seus produtos de IA, este novo contrato destaca-se pela escala e pela especificidade da tecnologia envolvida. A parceria foca-se na introdução massiva de CPUs Grace e Vera, bem como das GPUs Blackwell e Rubin, prometendo elevar a capacidade de processamento da tecnológica a novos patamares.

Eficiência energética e novos lançamentos em 2027

Um dos pontos centrais deste acordo é a implementação em larga escala dos CPUs Grace. Segundo a Nvidia, esta será a primeira vez que a arquitetura Grace será utilizada numa implementação exclusiva desta dimensão, algo que deverá resultar em melhorias significativas na relação desempenho por watt nos centros de dados da Meta. A eficiência energética é, atualmente, uma das maiores preocupações para as empresas que treinam modelos de linguagem de grande dimensão, devido aos custos operacionais e ambientais associados.

O plano estende-se também ao futuro próximo, com a confirmação de que os CPUs de próxima geração da Nvidia, denominados Vera, começarão a ser integrados na infraestrutura da empresa a partir de 2027. Esta visão a longo prazo assegura que a dona do Facebook e do Instagram mantém o acesso ao hardware mais avançado disponível no mercado para sustentar as suas ambições no campo da IA generativa.

Dificuldades no hardware próprio e rivalidade no mercado

Este investimento massivo em tecnologia de terceiros surge num momento em que a estratégia de desenvolvimento interno de chips enfrenta obstáculos. A empresa tem vindo a trabalhar nos seus próprios processadores para executar modelos de IA, mas tem encontrado desafios técnicos e atrasos no lançamento, o que reforça a necessidade de manter parcerias sólidas com líderes de mercado como a Nvidia.

Do lado da fabricante de chips, o negócio é vital para manter a sua posição dominante face à concorrência crescente. A pressão no mercado aumentou após relatos de que a tecnológica de Zuckerberg estaria a considerar a utilização de chips Tensor da Google, o que chegou a provocar uma queda nas ações da Nvidia. Além disso, a AMD tem vindo a ganhar terreno com acordos recentes com a OpenAI e a Oracle.

Embora os valores financeiros do negócio não tenham sido revelados, o contexto é de despesa sem precedentes no setor. Estima-se que o investimento combinado em IA por parte dos gigantes tecnológicos este ano supere o custo de todo o programa espacial Apollo, conforme avançado pelo Financial Times.

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