
Durante o fim de semana, a plataforma Kelp DAO foi alvo de uma invasão que resultou na perda de mais de 270 milhões de euros (cerca de 290 milhões de dólares) em ativos digitais. Segundo a informação partilhada pela LayerZero na rede social X, os indícios preliminares apontam o dedo a piratas informáticos associados à Coreia do Norte, marcando o maior incidente financeiro do ano neste setor.
Falha de segurança gera troca de acusações
A Kelp DAO funciona como um protocolo desenhado para os utilizadores ganharem rendimentos através dos seus investimentos inativos. A intrusão ocorreu através da ponte da LayerZero, uma ferramenta que permite a diferentes cadeias de blocos comunicarem entre si. A LayerZero afirma que os atacantes aproveitaram a configuração de segurança da própria Kelp, que não obrigava a múltiplas verificações para autorizar transações, facilitando o escoamento do dinheiro com operações fraudulentas. Em resposta, a Kelp DAO responsabilizou a LayerZero por este cenário de roubo.
O histórico do grupo TraderTraitor
As evidências atuais relacionam o evento ao TraderTraitor, um conhecido grupo norte-coreano especializado em visar ativos virtuais. Este incidente ultrapassa os 265 milhões de euros subtraídos à plataforma Drift em abril, assumindo o primeiro lugar na lista de incidentes do ano no mercado das criptomoedas.
Ao longo dos últimos anos, o regime de Kim Jong Un tem dependido fortemente do sucesso destes piratas informáticos. Apenas no ano passado, os ataques renderam mais de 1,8 mil milhões de euros ao país asiático. No total, e desde 2017, estima-se que a Coreia do Norte já tenha conseguido acumular perto de 5,6 mil milhões de euros através deste tipo de ações ilícitas.












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