
A tripulação da Expedição 74, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), prepara-se para receber uma atualização tecnológica de peso. A agência espacial norte-americana confirmou que os astronautas estão a substituir os servidores de rede e a instalar novos computadores portáteis, concebidos especificamente para executar as tarefas mais complexas em órbita, conforme detalhado no documento oficial.
Potência pura fora da órbita terrestre
O equipamento selecionado para enfrentar os desafios da microgravidade é a estação de trabalho móvel ZBook Fury G9. As especificações de cada unidade rivalizam com as melhores máquinas terrestres: o coração do sistema é alimentado por um processador Intel Core Ultra 9 vPro HX, acompanhado por uma placa gráfica Nvidia RTX Pro Blackwell. Para assegurar que o desempenho se mantém impecável, os portáteis contam ainda com 128 GB de memória RAM DDR5 e quatro discos SSD NVMe de 2 TB cada.
No entanto, operar um computador no espaço exige adaptações técnicas rigorosas, especialmente no que diz respeito ao fornecimento de energia. Uma vez que a ISS funciona predominantemente através de corrente contínua (DC), os habituais carregadores de corrente alternada (AC) que utilizamos nas nossas casas seriam totalmente inúteis. Para ultrapassar esta barreira, as novas unidades foram equipadas com um adaptador de energia híbrido AC/DC, projetado em exclusivo para garantir um funcionamento seguro tanto na Terra como na estação espacial.
O fim de uma era no espaço
Existem atualmente mais de 100 estações de trabalho desta fabricante em uso ativo nas instalações da ISS, operando em conjunto com impressoras desenhadas à medida para funcionar num ambiente sem gravidade. A chegada destas 35 novas unidades ZBook marca a integração da terceira geração de plataformas de computação da empresa a bordo.
Apesar da escala desta renovação de hardware, é altamente provável que esta seja uma das últimas grandes atualizações informáticas na estrutura. A desativação definitiva da Estação Espacial Internacional continua agendada para ocorrer durante o ano de 2030, assinalando o fim do icónico laboratório orbital.












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