
A adoção de veículos elétricos e híbridos plug-in evitou o consumo de 2,3 milhões de barris de petróleo por dia em 2025. De acordo com as informações avançadas pelo InsideEVs, que cita os dados da BloombergNEF, este valor deverá mais do que duplicar até ao final da década, acompanhando o ritmo crescente de vendas a nível mundial neste segmento automóvel.
Apesar de um abrandamento registado no mercado norte-americano, a procura por estes automóveis continua a crescer de forma robusta noutras regiões do globo. Economias de grande dimensão, como a China, a Europa e a Índia, lideram esta transição. Ao todo, foram comercializados 20,7 milhões de veículos elétricos e híbridos no ano passado, o que representa um crescimento de 20% face ao período homólogo, segundo os números da Benchmark Mineral Intelligence.
O impacto surpreendente dos veículos de duas e três rodas
Curiosamente, não são apenas os automóveis tradicionais a liderar esta poupança. O estudo indica que os veículos de duas e três rodas, muito populares em países em desenvolvimento no continente asiático, foram responsáveis por uma redução diária de 1,1 milhões de barris de petróleo no ano passado. Em comparação, os veículos ligeiros de passageiros reduziram o consumo em cerca de 741 mil barris diários.
Ainda assim, a BloombergNEF projeta que os automóveis vão assumir a maior fatia desta equação nos próximos anos. Estima-se que, até 2030, a frota global de elétricos e híbridos consiga eliminar o uso de até 5,3 milhões de barris diários. Considerando que um único barril equivale a quase 159 litros, a escala desta alteração é massiva para a indústria.
Benefícios ambientais e impacto na carteira dos condutores
Para além dos números acima, a Ember, uma organização focada em questões de energia, apresentou uma estimativa mais conservadora, apontando para 1,7 milhões de barris diários poupados globalmente em 2025. O relatório sublinha que este valor é equivalente a 70% das exportações iranianas de petróleo que atravessaram o Estreito de Ormuz durante esse período.
A substituição dos combustíveis fósseis traduz-se também em benefícios diretos para a saúde pública a nível local. Mesmo contabilizando as emissões resultantes do fabrico das baterias e da geração de eletricidade, os veículos elétricos apresentam uma pegada de carbono inferior ao longo de toda a sua vida útil.
No entanto, para o consumidor final, a decisão de compra passa muitas vezes pelo impacto na carteira. O custo da eletricidade residencial para carregar um carro mantém-se consideravelmente mais baixo do que o da gasolina ou do gasóleo. Quando se analisa o custo total de propriedade, englobando a manutenção a longo prazo, a balança pende a favor dos modelos a baterias, ajudando os condutores a poupar centenas de euros anualmente. Com a instabilidade geopolítica a manter os preços dos combustíveis tradicionais elevados, a independência do petróleo ganha assim um novo peso para os consumidores.












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