
Os rumores de que a gigante de Cupertino se preparava para abandonar a Intel começaram a circular por volta de 2012, mas só em 2018 ganharam força, altura em que se confirmou a transição para os processadores próprios nos computadores Mac. Os últimos modelos com hardware da Intel saíram em 2020 e entrar0 recentemente para a lista de equipamentos vintage da marca.
Apesar de um regresso aos antigos processadores parecer improvável, a indústria foi recentemente surpreendida com a indicação de que as duas empresas voltaram à mesa das negociações. Segundo avançou o The Wall Street Journal, o acordo preliminar de fabrico já está mesmo fechado, marcando uma nova fase na relação entre as duas gigantes.
Uma nova estratégia de produção
As conversas prolongaram-se de forma silenciosa durante mais de um ano até avançarem recentemente para um compromisso formal. O novo acordo não significa que a Apple vá abandonar os seus próprios designs; em vez disso, a Intel vai assumir o papel de parceira de fabrico para alguns dos futuros chips da marca.
Esta mudança estratégica surge numa altura em que a procura global por semicondutores continua a disparar, impulsionada pela computação focada em inteligência artificial. Com a pressão constante sobre as cadeias de abastecimento, a fabricante do iPhone procura assim diversificar a sua produção e reduzir a longa dependência da TSMC, num cenário onde o mercado já enfrenta custos elevados no acesso a componentes como a memória.
O impacto para a indústria
Para a Intel, garantir um cliente desta dimensão representa um marco histórico. A empresa passou os últimos anos focada em reconstruir a sua divisão de fundição e fabrico, pelo que este compromisso, mesmo que numa fase inicial, traz um impulso fundamental para as suas ambições no setor.
Quanto aos componentes exatos que poderão sair das linhas de produção da Intel, o comentador tecnológico Max Weinbach sugere que a parceria poderá focar-se nas versões base do futuro processador A21 para a linha iPhone ou até nos chips M7 e M8. Embora ainda seja cedo para certezas absolutas, o acordo abre a porta para que a Intel venha a produzir uma parte significativa do ecossistema da Apple nos próximos anos.












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