
Um teste independente ao novo sistema de carregamento ultrarrápido da BYD está a gerar uma intensa discussão na China, depois de uma transmissão em direto ter mostrado a superfície da bateria a ultrapassar os 76 °C. De acordo com os dados partilhados pelo CarNewsChina, a experiência focou-se em avaliar as temperaturas geradas durante ciclos de alta potência.
Leituras de temperatura e esclarecimentos do teste
O teste foi conduzido pelo conhecido criador de conteúdos James Yu, que utilizou um modelo FCB Tai 3 para uma carga dos 8% aos 97%. Durante o processo, um sensor instalado na parte inferior central do pacote de energia, afastado dos tubos de refrigeração líquida, registou um pico de 76,42 °C. Paralelamente, os dados de diagnóstico do próprio veículo indicaram uma temperatura máxima nos polos de cerca de 71 °C.
Perante a reação do público, o autor do vídeo esclareceu que a viatura foi adquirida legalmente num concessionário oficial e que não sofreu qualquer alteração estrutural ou perfuração. A medição recorreu a cinco sensores colados diretamente na superfície das células. O sistema de refrigeração líquida manteve-se sempre em funcionamento, sendo que o carregamento seria interrompido caso existisse uma falha na refrigeração. A variação entre o ponto mais quente e o mais frio atingiu os 6,5 °C, notando-se uma maior divergência entre os sensores externos e os dados do veículo a partir dos 70% de carga.

Impacto na gestão térmica e vendas globais
A discussão nas redes sociais chinesas centrou-se no eventual desgaste acelerado ou nos riscos de segurança a longo prazo decorrentes destas temperaturas em ciclos ultrarrápidos. A norma GB/T 44500-2024, que ainda não é de cumprimento obrigatório na China, recomenda um limite de 65 °C para unidades de fosfato de ferro-lítio. No entanto, estudos académicos referem que a decomposição da camada SEI ocorre geralmente entre os 80 °C e os 120 °C, dependendo da química da célula. Os analistas sublinham que os valores medidos refletem a superfície externa e não o núcleo interno, sobre o qual não foram publicados dados. A fabricante não anunciou alterações às suas especificações técnicas.
Toda esta atenção surge numa fase de expansão da infraestrutura de carregamento da marca, que ultrapassou recentemente as 5715 estações no mercado interno. Em termos de vendas globais, os dados de abril de 2026 confirmam a liderança do grupo com 314.100 veículos entregues, representando uma subida mensal de 6,2%, embora com uma quebra homóloga de 15,7%. A SAIC ocupou o segundo lugar no mesmo período, seguida pela Geely Auto.












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