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SpaceX

A empresa de exploração espacial de Elon Musk lançou pela primeira vez a terceira versão atualizada do seu mega foguetão Starship. Embora a missão tenha atingido vários objetivos cruciais, o voo de teste não decorreu de forma totalmente perfeita, apresentando alguns desafios técnicos durante as fases de recuperação.

O primeiro voo do Starship V3 e os seus percalços

Com cerca de 124 metros de altura, o veículo espacial mais potente alguma vez construído descolou das instalações da empresa em Starbase, no Texas, pelas 17h30 (hora local). Poucos minutos após o arranque, o módulo superior separou-se com sucesso do propulsor principal, conhecido como Super Heavy, prosseguindo a sua viagem em direção ao espaço.

O plano ditava que o propulsor regressasse à Terra para uma simulação de aterragem no Golfo do México. No entanto, os motores não conseguiram reativar-se corretamente para a queima de sustentação final, o que resultou numa queda descontrolada na água e numa provável explosão do equipamento.

Já no espaço, a nave principal perdeu um dos seus seis motores Raptor durante a subida. Apesar deste contratempo, o equipamento conseguiu libertar de forma bem-sucedida os 20 simuladores de satélites Starlink que levava a bordo, bem como dois satélites modificados cujo propósito era captar imagens do exterior do veículo. Cerca de uma hora após o início da missão, a nave realizou uma aterragem simulada no Oceano Índico, tombando e explodindo de seguida, um desfecho que já era antecipado pela equipa técnica.

Este foi o primeiro lançamento do programa desde outubro de 2025. O teste do hardware V3 estava inicialmente previsto para mais cedo, mas uma explosão num dos propulsores atualizados durante os testes de novembro forçou um adiamento. Esta nova iteração do foguetão destaca-se por incorporar a terceira geração de motores Raptor, que oferecem não só uma maior força de impulso, mas também um design consideravelmente mais simples e otimizado para descolagens rápidas e capturas facilitadas pela torre de lançamento.

A entrada na bolsa e os próximos passos financeiros

Para além do impacto tecnológico, este voo de teste surge num momento determinante para a história da SpaceX. O documento para a Oferta Pública Inicial (IPO) da empresa foi tornado público esta semana, prevendo-se que a entrada na bolsa de valores Nasdaq ocorra em meados de junho.

As estimativas apontam para que esta operação financeira consiga angariar cerca de 75 mil milhões de dólares. Este montante massivo será canalizado para impulsionar o desenvolvimento contínuo do programa espacial, financiar ambições de grande escala na área da inteligência artificial e abater parte da dívida associada à xAI e à rede social X.

A empresa tem dedicado anos de pesquisa e milhares de milhões de dólares à criação deste veículo, que é visto como a peça fundamental para o objetivo final de tornar a humanidade numa espécie multiplanetária. A curto prazo, a prioridade passará por utilizar a nave para colocar satélites Starlink mais avançados em órbita terrestre, consolidando a única vertente atualmente lucrativa do negócio, antes de abraçar as futuras missões da NASA com destino à Lua e, mais tarde, a Marte.

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