
A inteligência artificial continua a dar passos de gigante e, desta vez, ganha uma forma mais física. Durante a sua apresentação na feira Computex, o diretor executivo Jensen Huang anunciou a nova plataforma de design de referência para robôs humanoides, conhecida como Isaac Gr00t. Esta novidade, detalhada pela própria NVIDIA, promete combinar hardware avançado com modelos de software abertos para facilitar a vida a investigadores e programadores que procuram acelerar os seus fluxos de trabalho na área da robótica.
A base desta nova plataforma assenta num chassis humanoide Unitree H2 Plus, que mede perto de 1,8 metros de altura e pesa cerca de 68 quilos. Este esqueleto robótico oferece 31 graus de liberdade em todo o corpo. O modelo H2 encontra-se listado no site da fabricante por um valor a rondar os 27 mil euros, embora até ao momento apenas tenham sido partilhadas imagens virtuais do mesmo. Além deste modelo de topo, a plataforma de desenvolvimento também será compatível com o robô humanoide mais acessível da marca, o Unitree G1.
Hardware avançado para movimentos precisos
A estrutura central trabalha em conjunto com mãos táteis de cinco dedos Sharpa Wave, que garantem 22 graus de liberdade para manipulações mais detalhadas. O robô está equipado com múltiplos sensores, incluindo uma câmara estéreo montada na cabeça, câmaras nos pulsos e medição de inércia. Todo este conjunto é suportado por um sistema de controlo de corpo inteiro com um torque de braço que atinge os 120 Newton-metros.
No coração desta máquina está o sistema de processamento Jetson AGX Thor T5000, que integra um chip gráfico com arquitetura Blackwell e 128 GB de memória unificada. O consumo de energia é configurável entre 40 e 130 watts, sendo alimentado por uma bateria de 15Ah. Esta capacidade, que se traduz em pouco menos de 1 kWh, permite uma autonomia de funcionamento a rondar as três horas.
Foco na investigação e código aberto
Tal como tem sido habitual em recentes apresentações do setor, a empresa optou por não colocar um robô físico em palco. Em vez disso, o foco foi demonstrar o potencial da fundação aberta que liga os componentes mecânicos ao software, expandindo o modelo N1 que tinha sido revelado em março.
A tecnológica confirmou que várias instituições de renome, como a Ai2, a ETH Zurich, o Stanford Robotics Center e a UC San Diego, vão utilizar este design de referência nas suas investigações. Segundo os especialistas envolvidos no projeto, a evolução da robótica acontece a um ritmo muito mais acelerado quando os investigadores podem partilhar código e testar ideias em plataformas abertas com máquinas reais.












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