
Uma campanha de malware em grande escala, conhecida como WeedHack, está a focar-se nos jogadores de Minecraft e já infetou mais de 116 mil sistemas desde janeiro. A informação foi avançada pelos investigadores da McAfee, que detetaram entre duas mil a três mil novas infeções por dia. O esquema utiliza modificações e ferramentas de jogo falsas para enganar os utilizadores e aceder aos seus dados.
Propagação através de vídeos e pesquisas
Para espalhar a ameaça, os atacantes recorrem a vídeos no YouTube e a técnicas de manipulação de motores de busca. Os vídeos promovem ferramentas utilitárias para o jogo, com os links de transferência colocados nas descrições ou nos comentários. Alguns destes conteúdos apresentam uma qualidade de produção elevada, incluindo locução, o que confere um ar de legitimidade e atrai milhares de visualizações.
Nas pesquisas online, os criminosos criam sites falsos que imitam projetos conhecidos. Num dos casos detetados, a página maliciosa alerta ironicamente os visitantes para apenas descarregarem os ficheiros a partir daquele site específico, recorrendo a ligações para repositórios autênticos do GitHub para reforçar a ilusão de segurança.

Uma plataforma com acesso gratuito
O WeedHack funciona como uma plataforma de roubo de informações aberta ao público na internet comum, algo pouco habitual neste tipo de operações. Na versão gratuita, os clientes têm acesso a um painel de controlo onde podem recolher a sessão de jogo das vítimas, cookies, palavras-passe guardadas em dezenas de navegadores e credenciais de plataformas como a Steam, Discord e Telegram. O sistema rouba ainda dados de carteiras de criptomoedas e captura imagens do ecrã.

Existe também uma versão premium, que custa cerca de 4,60 euros mensais ou um pagamento único de 23 euros, que adiciona o controlo remoto da câmara, rato, teclado e a gestão direta de ficheiros no sistema infetado.
A maioria das vítimas reside em países como os Estados Unidos, Alemanha, Índia e Reino Unido. Muitos dos utilizadores desta ferramenta maliciosa aparentam ser adolescentes e jovens adultos que a aproveitam para assediar outras pessoas. A principal recomendação de segurança passa por transferir modificações apenas de fontes reconhecidas e manter especial cautela com ficheiros alojados em sites desconhecidos.












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