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galáxias no espaço

Esta semana foi marcada por avanços e sobressaltos na exploração espacial, com destaque para a medição inédita de um buraco negro adormecido pelo Telescópio Espacial James Webb e a descoberta de um antigo protoplaneta através de um meteorito. Segundo detalhado num artigo da ScienceDirect, os cientistas continuam a desvendar os mistérios da formação do nosso sistema solar. Em paralelo, a agência espacial norte-americana enfrentou fugas de ar na Estação Espacial Internacional e declarou a perda definitiva da sonda espacial MAVEN, enquanto na área da saúde foi anunciada uma vacina universal desenhada por modelos de inteligência artificial.

O peso de um gigante adormecido no universo

Recorrendo aos instrumentos de ponta, uma equipa de astrónomos conseguiu calcular a massa de um buraco negro adormecido situado a dez mil milhões de anos-luz de distância. Ao contrário das variantes ativas, que emitem luz intensa devido ao gás e poeira que consomem continuamente, os colossos adormecidos são extremamente difíceis de detetar no espaço sideral.

A equipa focou-se na galáxia distante MRG-M0138, utilizando o fenómeno astrofísico de lente gravitacional. Esta técnica tira partido da gravidade de objetos massivos que distorcem a luz ao seu redor, funcionando como uma autêntica lupa cósmica para quem observa a partir da Terra. Andrew Newman, investigador principal da Carnegie Science, explicou que a combinação da visão nítida do telescópio com este efeito natural permitiu observar a esfera de influência destas singularidades e medir o aumento de velocidade das estrelas vizinhas para determinar a sua escala.

Fragmentos de um planeta perdido no deserto

Mais perto de casa, um meteorito raro encontrado no deserto do Saara está a oferecer pistas cruciais sobre a história do sistema solar. A rocha espacial, identificada como NWA 12774, pertence a uma classe de meteoritos vulcânicos chamada angritos, que remontam aos primeiros milhões de anos de existência da nossa vizinhança cósmica.

Aaron Bell, investigador da Universidade do Colorado, sublinha que os materiais deste corpo progenitor são totalmente diferentes da composição terrestre ou marciana. A presença de um cristal mineral rico em alumínio, o clinopiroxénio, indica que a rocha se formou sob pressões imensas de pelo menos 17,5 kilobars. Esta força seria impossível num simples asteroide, apontando para um objeto colossal, possivelmente do tamanho da nossa Lua ou até mesmo de Marte, cujos fragmentos acabaram por viajar pelo espaço e cair na superfície terrestre.

Sobressaltos na órbita terrestre e o fim de uma missão

Além das grandes descobertas astronómicas, a atualidade ficou também marcada por momentos de contenção. Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional receberam ordens breves para se abrigarem em segurança após a deteção de uma fuga de ar localizada no túnel de transferência.

Simultaneamente, a NASA confirmou oficialmente a morte da sonda MAVEN, encerrando assim o ciclo de operações deste equipamento no espaço. Numa nota paralela à exploração espacial, a comunidade científica global celebrou ainda a criação de uma vacina universal, um marco de saúde pública que contou com a precisão dos sistemas computacionais modernos para a sua conceção.

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