
A VideoLAN, entidade responsável pelo desenvolvimento do VLC Media Player, anunciou o projeto dav2d. Trata-se de um novo descodificador de código aberto, multiplataforma e gratuito para o formato AV2, focado essencialmente na velocidade e precisão. Segundo as informações detalhadas no projeto oficial na GitLab, a ideia base passa por criar a solução de descodificação mais rápida do mercado em todas as plataformas, ajudando a superar a atual falta de suporte nativo em hardware para este formato.
O novo sistema vai suportar todas as funcionalidades inerentes ao formato AV2, incluindo os parâmetros de profundidade de cor e subamostragem. O formato AV2 atua como o sucessor direto do AV1, prometendo uma eficiência de compressão até 30% superior, e está altamente otimizado para transmissões em direto, difusão e videoconferências em tempo real.
Desempenho otimizado em múltiplas arquiteturas
A ambição da VideoLAN passa por tornar o dav2d rápido em qualquer ambiente. Para tal, a equipa está a escrever código otimizado e específico para processadores AVX2 presentes em computadores modernos e para chips ARMv8 em dispositivos móveis recentes. O suporte estende-se também a computadores mais antigos com instruções SSSE3+ e telemóveis de gerações anteriores baseados em arquitetura ARMv7.
Os programadores pretendem também melhorar a gestão dos processos, utilizar a aceleração da placa gráfica sempre que possível e garantir o funcionamento em arquiteturas menos convencionais, como RISC-V, PPC ou AVX-512. Adicionalmente, será fornecida uma interface de programação de aplicações estruturada para facilitar a vida aos criadores que queiram integrar este motor informático nos seus próprios projetos.
Acesso inicial e parceiros envolvidos
O desenvolvimento da ferramenta conta com o financiamento parcial de membros da Alliance for Open Media, o que inclui empresas de renome como a Google, a Meta e a Netflix. Além disso, recebe apoio técnico da ARM, TwoOrioles e VideoLabs, que poderão auxiliar na integração da tecnologia.
O código base já se encontra disponível para transferência e realização de testes, mas a organização alerta que o desenvolvimento ainda se encontra numa fase muito inicial. Devido a este facto, a sua utilização em ambientes de produção real não é, para já, recomendada aos utilizadores e gestores de sistemas.












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