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A corrida para garantir o poder de computação necessário para treinar e implementar sistemas de inteligência artificial ganhou um novo e importante capítulo. A Meta fechou uma parceria estratégica com o conglomerado Reliance Industries para avançar com o seu primeiro grande investimento em infraestrutura de ia na Índia, um mercado que se está a transformar rapidamente num polo global para este setor. Segundo informou a própria tecnológica no seu site oficial, o projeto consiste num centro de dados com 168 megawatts de capacidade totalmente preparado para cargas de trabalho de inteligência artificial.

Esta nova infraestrutura será construída em Jamnagar, no estado de Gujarat, e solidifica uma relação de cooperação que começou com o investimento multimilionário da Meta na Jio Platforms em 2020. No ano passado, as duas empresas já tinham avançado com uma joint venture de cerca de 92 milhões de euros para criar soluções corporativas inteligentes, expandindo agora os esforços para o suporte físico indispensável a estas tecnologias.

A corrida global pelas infraestruturas na Índia

A parceria surge numa altura em que o país se afirma como um destino natural para os investimentos em centros de processamento. A procura por capacidade computacional levou gigantes como a Microsoft, a Amazon, a Google, a OpenAI e a Uber a anunciar investimentos recentes em solo indiano. A febre estende-se igualmente ao capital privado: a AirTrunk planeia investir aproximadamente 27,6 mil milhões de euros para atingir 5 gigawatts de capacidade até 2030, enquanto os grupos locais Adani e Tata Consultancy Services avançam com planos de expansão idênticos.

Para atrair este volume de capital, o governo de Nova Deli tem apostado em incentivos políticos fortes. Entre as medidas destacam-se as isenções fiscais válidas até 2047 para fornecedores de cloud estrangeiros que vendam serviços para o exterior, desde que o processamento seja feito localmente. Entre 2020 e 2025, a capacidade instalada no país saltou de 375 megawatts para 1,5 gigawatts, estimando-se que possa superar os 8 gigawatts até ao final da década.

Sustentabilidade e operações em Jamnagar

O complexo de Jamnagar será totalmente abastecido por energias renováveis e utilizará água do mar dessalinizada nos seus sistemas de arrefecimento. No âmbito do contrato, a tecnológica liderada por Mark Zuckerberg assumirá a totalidade dos custos operacionais com água e energia. Por sua vez, a Reliance ficará responsável pelos serviços de ponta a ponta, desde o design e construção até à conectividade e manutenção contínua.

A previsão é que o centro de dados esteja concluído no prazo de dois anos, existindo flexibilidade para futuras expansões. Além de servir o mercado local, a instalação integrará a rede global da Meta, ajudando a suportar os requisitos de computação internacional da empresa. Complementarmente, a dona do Facebook garantiu contratos de quase 1 gigawatt de energia renovável adicional na Índia através de parcerias com as operadoras CleanMax e Fourth Partner Energy. As empresas optaram por não revelar o valor financeiro do negócio nem os modelos específicos de chips que serão instalados no local.

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