1. TugaTech » Software » Noticias de Software
  Login     Registar    |                      

Siga-nos


Meta rayban

A Meta lançou uma atualização de software que removeu por completo um conjunto de linhas de código adormecidas associadas a um algoritmo de reconhecimento facial. A situação foi avançada pela Wired, que tinha descoberto inicialmente esta ferramenta oculta, apelidada internamente de Name Tag. O código suspeito encontrava-se na aplicação Meta AI, responsável por gerir as funções centrais dos óculos e por efetuar o emparelhamento com os telemóveis dos utilizadores através de Bluetooth.

Na prática, a mesma aplicação indispensável para o funcionamento básico do acessório estava preparada para recolher e analisar o rosto de qualquer pessoa com quem o utilizador se cruzasse na rua. O mecanismo adormecido foi detetado no dia 4 de junho, contendo algoritmos capazes de converter as imagens captadas em identificadores biométricos guardados no próprio dispositivo. Já no dia 5 de junho, uma nova versão do software eliminou o código do sistema.

O rasto do projeto Name Tag

O desenvolvimento desta tecnologia não é uma novidade absoluta nos corredores da tecnológica. Em fevereiro, o The New York Times avançou que a Meta trabalhava para integrar reconhecimento facial nos seus dispositivos visuais, uma fuga de informação que já mencionava a designação Name Tag. As linhas de código agora descobertas e removidas seriam o resultado prático desses esforços de engenharia.

O funcionamento detetado sugere que o objetivo passaria por ajudar os utilizadores a identificar de forma simples pessoas que já tivessem conhecido no passado. Embora a funcionalidade pudesse parecer útil para utilizadores mais esquecidos, a abordagem representa uma solução invasiva para um dilema social comum, uma vez que a maioria das pessoas prefere que lhe recordem o nome diretamente em vez de ver a sua imagem processada por uma câmara montada nuns óculos.

Polémicas e privacidade sob pressão

Os óculos inteligentes da empresa, desenvolvidos em parceria com marcas da Luxottica como a Ray-Ban e a Oakley, têm acumulado críticas e incidentes de segurança. Em março, a tecnológica enfrentou um processo coletivo nos EUA depois de uma investigação jornalística na Suécia revelar que trabalhadores no Quénia estavam a rever gravações íntimas captadas pelos óculos sem o conhecimento dos proprietários. Adicionalmente, influencers têm utilizado o equipamento para gravar e assediar pessoas na via pública, e em dezembro uma mulher foi acusada de destruir os óculos de um passageiro no metro de Nova Iorque.

Em declarações prestadas na segunda-feira, o vice-presidente de comunicações da Meta, Andy Stone, afirmou que a funcionalidade fazia apenas parte de um esforço piloto e que a empresa não tomou qualquer decisão final sobre a sua implementação. Apesar da justificação oficial, o código chegou a ser escrito, revisto e enviado num produto comercial ativo. A remoção rápida e a emissão imediata de esclarecimentos públicos indicam que a marca reconhece os riscos associados a este tipo de ferramentas invasivas.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?

Não perca nenhuma novidade!

Junte-se a milhares de leitores e receba as últimas notícias de tecnologia, análises e dicas diretamente no seu email.

Nenhum comentário

Seja o primeiro!





Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech