
O Spotify disponibilizou uma nova atualização para a sua aplicação móvel que elimina o polémico ícone de bola de espelhos. Com esta alteração, a plataforma de streaming reverte o logótipo para o tradicional design verde e plano, após semanas de intensa divisão e comentários nas redes sociais.
O fim da bola de espelhos
A imagem tridimensional tinha sido introduzida no passado dia 13 de maio como parte das celebrações do 20.º aniversário da empresa. Embora o plano inicial do Spotify passasse sempre por manter esta identidade visual de forma temporária, a confirmação oficial só surgiu depois de começarem as primeiras manifestações de desagrado por parte do público.
O grafismo dividiu a internet. Um grupo considerável de utilizadores criticou a escolha, apelidando o logótipo de feio e confuso. No sistema operativo iOS, vários clientes chegaram a relatar que o efeito brilhante em 3D transmitia a sensação visual de que a aplicação se encontrava bloqueada a meio de uma atualização de sistema.
O fenómeno do discomorfismo
Apesar das críticas, o design conquistou também uma base própria de fãs. A estética retro e tridimensional destacou-se imediatamente da tendência minimalista e plana que tem dominado o desenvolvimento de interfaces nos últimos anos.
Este movimento gerou uma vaga de memes e inspirou uma nova tendência digital batizada de "discomorfismo", uma fusão entre o estilo disco e o conceito de eskeuomorfismo. O impacto foi de tal ordem que outras marcas começaram a partilhar versões modificadas dos seus próprios logótipos nas redes sociais durante o final de maio.
Este episódio junta-se a um período recente mais conturbado na relação da plataforma com os seus subscritores, motivado também pela abertura da empresa em permitir a inclusão de músicas geradas por sistemas de inteligência artificial. A promessa de regresso ao grafismo antigo tinha sido feita a 17 de maio e concretiza-se agora com a nova versão do software.












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