
A SK Hynix deu por concluída a fase de verificação da sua mais recente memória Flash NAND de 375 camadas, com a produção em massa estipulada para arrancar ainda durante o ano de 2026. Segundo os detalhes partilhados pelo portal Wccftech, a fabricante vai reaproveitar as infraestruturas fabris atualmente destinadas à geração V9 de 321 camadas, adaptando-as para suportar este novo e complexo processo de fabrico.
O desafio da densidade e a mudança de materiais
O plano inicial apontava para um componente com 400 camadas, mas as limitações físicas do empilhamento forçaram um ajuste para as 375 camadas. O grande obstáculo encontrado pela empresa esteve associado ao material condutor. O tungsténio, habitualmente empregue nas gerações atuais, deixou de suportar a elevada resistência elétrica exigida quando as ligações se tornam substancialmente mais estreitas devido ao aumento extremo da densidade.
Para contornar este limite nos futuros produtos, a resposta passa pela transição integral para o molibdénio. Este elemento garante uma capacidade de resistência elétrica muito superior e já se encontra integrado nos processos de fabrico da Samsung. Com este novo material, a SK Hynix traça já os próximos passos do seu roteiro, que engloba soluções futuras de 480 e 604 camadas.
Procura global impulsiona a guerra do armazenamento
Do lado da concorrência, a gigante sul-coreana também vai otimizar os seus processos ainda este ano, avançando com as primeiras soluções V-NAND de 400 camadas. Em paralelo, a empresa explora sistemas de duplo empilhamento que abrem as portas para atingir as impressionantes 1000 camadas no futuro. Toda esta corrida tecnológica está a ter um impacto direto na cadeia de abastecimento de matérias-primas.
A adoção do molibdénio à escala global vai originar uma forte elevação na procura deste metal. Os registos indicam que apenas a rival direta adquiriu quatro toneladas em 2024 e dez toneladas no acumulado de 2025, enquanto a SK Hynix deverá consumir cerca de quatro toneladas numa fase inicial. As projeções para o setor apontam para uma exigência de 25 toneladas em 2027, um valor que escalará gradualmente para 40 em 2028, 60 em 2029 e 80 toneladas em 2030. Esta necessidade crescente de armazenamento é fortemente impulsionada pelas aplicações de inteligência artificial e pelos grandes centros de dados, permitindo às marcas aumentar a receita sem expandir a área de produção.












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