
A Microsoft lançou novas compilações de testes para o ecossistema Insider do Windows 11, trazendo uma série de melhorias para a aplicação moderna do Media Player na versão 11.2605.14.0. De acordo com o Windows Latest, esta atualização é acompanhada pela introdução de uma secção própria de notas de lançamento para as ferramentas nativas do sistema operativo, sinalizando que o desenvolvimento destas aplicações integradas continua ativo. No entanto, as novidades não escondem o facto de o reprodutor moderno ainda apresentar desvantagens claras em termos de velocidade e otimização quando comparado com a versão clássica herdada do Windows 7.
As novidades introduzidas no leitor moderno
A nova versão do Media Player traz alterações há muito solicitadas para organizar a reprodução de conteúdos multimédia. A partir de agora, a personalização das legendas passa a estar diretamente associada às definições do sistema operativo, permitindo que os ajustes efetuados no tamanho da letra, cor ou fundo sejam aplicados de forma automática no leitor, que passa a incluir um atalho direto para esse menu de configuração.

Outra alteração relevante é a introdução de um aviso visível de indexação na fila de reprodução, que alerta o utilizador quando a aplicação está a analisar a biblioteca de ficheiros em segundo plano, justificando a ausência temporária de determinados conteúdos. Adicionalmente, o sistema de identificação de formatos foi otimizado para reduzir as falhas de carregamento de ficheiros válidos, as listas de reprodução passaram a exigir obrigatoriamente um nome antes de serem guardadas e a gestão da fila de reprodução recebeu correções para evitar encerramentos inesperados durante a transição entre álbuns. O painel de erros também exibe mensagens mais explícitas quando existe a ausência de um codec necessário para abrir um vídeo.

O problema crónico de desempenho e os codecs pagos
Apesar de a empresa confirmar que o desenvolvimento da aplicação nunca foi interrompido, a experiência de utilização prática continua a revelar fragilidades estruturais. Ao abrir um ficheiro de vídeo, o leitor moderno demonstra uma latência de alguns segundos para iniciar a reprodução, enquanto ferramentas de código aberto como o VLC ou o próprio leitor clássico da gigante tecnológica, desenvolvido em 2009, executam a mesma tarefa instantaneamente. Em termos de consumo de recursos, o cenário repete-se, com a aplicação moderna a consumir cerca de 377 MB de memória RAM em estado de inatividade, em contraste com os escassos 103,4 MB exigidos pela versão antiga.
A disparidade estende-se à compatibilidade de formatos universais como o HEVC (H.265), utilizado por uma grande percentagem de telemóveis atuais. O Media Player moderno não suporta este formato de forma nativa, obrigando o utilizador a adquirir uma extensão na loja oficial por 0,99 €, enquanto o reprodutor clássico e outras alternativas gratuitas conseguem descodificar os vídeos sem custos adicionais. Para utilizadores que procuram máxima leveza e compatibilidade total sem barreiras financeiras, soluções independentes continuam a apresentar-se como escolhas mais robustas.












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