
A Microsoft começou a restringir o funcionamento do clássico Windows Media Player Legacy no Windows 11, numa estratégia orientada para acelerar a migração dos utilizadores para a nova aplicação de reprodução multimédia do sistema operativo. A alteração foi identificada na Build Experimental 29648.1000, onde o acionamento de legendas passou a estar impedido no leitor antigo, conforme revelado por Xeno Panther no X.
Ao tentar ativar ferramentas de áudio ou legendas através do menu contextual do programa clássico (que anteriormente disponibilizava opções para ativar, desativar e personalizar a exibição), o utilizador é agora confrontado com uma caixa de diálogo que impede a reprodução de legendas e redireciona a ação para a versão reformulada do software.
Diferenças de desempenho e consumo de memória
Esta decisão de limitar o utilitário antigo gera contestação devido às acentuadas diferenças no consumo de recursos entre as duas plataformas. Em testes de utilização, a versão moderna do reprodutor multimédia do Windows 11 registou um consumo médio de 377 MB de memória RAM em estado ocioso. Em contrapartida, o Windows Media Player Legacy consome apenas cerca de 103,4 MB de RAM nas mesmas condições.
Na prática, a aplicação recente exige mais do triplo da memória RAM do computador em comparação com a alternativa clássica. Além da maior pegada nos recursos do sistema, o novo leitor demonstra uma inicialização sensivelmente mais lenta na abertura de ficheiros de vídeo locais, mesmo quando executado em equipamentos com hardware avançado.

Limitações no suporte a codecs e alternativas
A transição para o novo reprodutor introduz igualmente barreiras no suporte nativo a formatos de vídeo amplamente utilizados. Enquanto o leitor clássico executa ficheiros codificados em HEVC sem necessidade de componentes adicionais, a nova versão exige a compra da extensão de vídeo HEVC na Microsoft Store. Dado que este é o formato padrão de gravação em smartphones modernos, a cobrança para executar vídeos pessoais representa um entrave prático no quotidiano dos utilizadores.
A restrição no controlo de legendas junta-se a outros cortes acumulados no software antigo, que já tinha perdido o separador de sincronização de dispositivos em atualizações anteriores. Apesar das reduções funcionais, o Windows Media Player Legacy continua disponível como recurso opcional no Windows 11, mantendo o gestor de biblioteca e a gravação de mídias físicas. Como alternativa aos reprodutores nativos, soluções de código aberto como o mpv player ganham espaço por oferecerem uma interface minimalista e foco em desempenho sem impacto elevado no hardware.












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