1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      

Siga-nos


bandeira da China no Espaço

O governo de Pequim aprovou a criação do Space Computing Industry Innovation Center, um centro de inovação concebido para coordenar a construção de uma rede de computação espacial capaz de processar dados de inteligência artificial diretamente em órbita. De acordo com as informações avançadas pelo Tom's Hardware, esta iniciativa pretende interligar toda a cadeia industrial, desde fabricantes de foguetões a empresas de semicondutores, com vista a acelerar o ecossistema da Internet das Coisas (IoT) por satélite e fazer frente aos planos da norte-americana SpaceX.

O projeto envolve uma forte aliança estatal, destacando-se a Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim, além de um comité profissional estabelecido em abril focado em chips de IA, comunicações laser e energia fotovoltaica espacial. Em paralelo, o país desenvolve a "Satellite Town" em Pequim, cujo núcleo tem conclusão prevista para a segunda metade de 2026. Atualmente, os lançamentos comerciais já representam mais de 60% da atividade espacial na China.

Resposta estratégica ao satélite AI1 de Elon Musk

Este movimento surge como uma resposta direta à SpaceX, que detalhou recentemente o design do seu satélite AI1. Esta plataforma orbital foi desenhada para processar cargas de inteligência artificial sem depender da rede elétrica terrestre, apresentando uma envergadura de 70 metros e uma capacidade de carga média de 120 kW, com picos de 150 kW. A empresa de Elon Musk já submeteu planos à FCC para colocar até um milhão de satélites em órbitas entre 500 e 2000 quilómetros, o que totalizaria cerca de 100 GW de potência computacional. A Blue Origin também acompanha esta corrida com o projeto Sunrise, que planeia uma rede de até 51 600 satélites.

Os desafios da refrigeração e manutenção orbital

A transferência dos centros de dados para o espaço visa contornar os estrangulamentos enfrentados pelas infraestruturas terrestres, que exigem enormes volumes de energia, água e espaço físico. Enquanto os Estados Unidos aceleram a construção de centrais a gás dedicadas para alimentar a IA e a China prepara uma rede nacional terrestre unificada avaliada em 295 mil milhões de dólares, o processamento em órbita promete aproveitar a energia solar direta.

Contudo, a ausência de ar e água no espaço exige sistemas complexos de dissipação térmica por radiadores líquidos, como os painéis de 110 metros quadrados previstos no AI1. Tanto o ecossistema chinês como os seus rivais terão de superar barreiras associadas à radiação, lixo espacial, latência e elevados custos de reparação num ambiente notoriamente adverso.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?

Não perca nenhuma novidade!

Junte-se a milhares de leitores e receba as últimas notícias de tecnologia, análises e dicas diretamente no seu email.

Nenhum comentário

Seja o primeiro!





Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech