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Elon Musk

Se pensavas que a ideia de colocar milhões de satélites a processar dados no espaço era apenas mais um devaneio de Elon Musk, é melhor pensares duas vezes. O que parecia ficção científica está a tornar-se um plano muito real, com passos concretos a serem dados tanto na SpaceX como na xAI para criar uma infraestrutura de computação orbital sem precedentes.

O nascimento de um gigante da computação espacial

A oficialização da fusão entre a SpaceX e a xAI, ocorrida na passada segunda-feira, foi o sinal mais claro de que algo grande está a ser preparado. Este movimento une a capacidade de lançamento espacial de Musk com os seus avanços em IA, preparando o terreno para uma rede de centros de dados que opera fora da atmosfera terrestre.

O processo avançou rapidamente com a entrega de documentos à FCC (Comissão Federal de Comunicações) na passada sexta-feira, tendo a entidade já aceite o pedido na quarta-feira seguinte para iniciar o período de consulta pública. O apoio político também parece estar presente, com o presidente da FCC, Brendan Carr, a partilhar o processo publicamente e a demonstrar abertura para que a proposta avance sem grandes obstáculos regulatórios, desde que Musk se mantenha alinhado com a atual administração.

A lógica solar: o espaço é mais barato?

A grande questão que muitos colocam é: porquê levar a computação para o espaço? Elon Musk explicou a sua visão numa conversa recente com Patrick Collison e Dwarkesh Patel, no podcast Cheeky Pint. O argumento central baseia-se na eficiência energética. Segundo Musk, um painel solar no espaço consegue produzir cerca de cinco vezes mais energia do que na Terra, eliminando um dos maiores custos operacionais dos centros de dados atuais.

Musk aponta o ano de 2028 como o ponto de viragem. O empresário acredita que, dentro de 30 a 36 meses, o espaço será o local economicamente mais viável para treinar e correr modelos de inteligência artificial. Mais audaz ainda é a sua previsão para daqui a cinco anos: Musk estima que a capacidade de processamento lançada para o espaço anualmente será superior ao total acumulado em toda a Terra.

Embora existam desafios logísticos consideráveis, como a manutenção de componentes que falham em órbita, o plano avança a todo o gás. Com a nova gigante SpaceX-xAI a preparar uma entrada em bolsa (IPO) nos próximos meses, a computação orbital promete ser o próximo grande campo de batalha tecnológico, movimentando valores que podem ascender a cerca de 920 mil milhões de euros em infraestruturas globais.




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