
A MSI confirmou finalmente a origem de um problema insólito que tem afetado os utilizadores de algumas das suas motherboards AM5. O erro em questão provoca uma redução automática e sem motivo aparente na velocidade da ligação PCIe 5.0 da placa gráfica, afetando diretamente o rendimento do sistema. A informação foi destacada numa publicação partilhada na rede social X, que aponta para uma resolução a caminho.
De acordo com os relatos de vários utilizadores nas últimas semanas, as placas gráficas instaladas na ranhura principal PCIe x16 passavam a funcionar a velocidades muito inferiores, como x8 ou até x4, logo após o arranque do computador. Para quem procura tirar o máximo partido do seu hardware, esta quebra de largura de banda traduz-se numa perda de desempenho considerável, especialmente em tarefas gráficas exigentes.
A raiz do problema no processo de arranque
O problema ganhou tração após análises partilhadas em fóruns técnicos como o Chiphell. Descobriu-se que algumas configurações AM5 estavam a negociar de forma incorreta a ligação PCIe durante a fase de inicialização, conhecida como POST. Em situações normais, o processador Ryzen estabelece a comunicação com a placa gráfica, determinando o número de linhas ativas e a geração do barramento.
Contudo, nos sistemas afetados, a ligação assumia um modo inferior por defeito. Como a falha por vezes desaparecia após um simples reinício do equipamento, os especialistas concluíram rapidamente que se tratava de um erro na inicialização de software e não de um defeito físico nos componentes da motherboard ou da gráfica.
De quem é a culpa e como resolver
A grande questão agora recai sobre o verdadeiro culpado: será uma falha na implementação da BIOS por parte da MSI ou um erro no próprio microcódigo AGESA 1.3.0.0a fornecido pela AMD? O AGESA é o conjunto de instruções responsável por gerir processos cruciais como o suporte a novas memórias DDR5 e a negociação de barramentos de comunicação como o PCIe. O aparecimento desta falha coincide com o lançamento das BIOS recentes, concebidas para melhorar a estabilidade e garantir compatibilidade com os processadores Ryzen AI 400.
A MSI garante já ter identificado a origem exata deste comportamento errático e encontra-se a trabalhar numa atualização de BIOS para corrigir a falha na negociação do PCIe, restaurando assim o funcionamento normal da ranhura x16. Embora a marca não aponte diretamente o dedo à fabricante dos processadores, o facto de outras empresas do setor não estarem a reportar problemas semelhantes sugere que o contratempo pode residir na própria implementação da MSI. As primeiras atualizações com a correção já começaram a ser disponibilizadas para descarregamento, pelo que os utilizadores afetados devem verificar a página de suporte oficial do seu modelo específico.












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