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WordPress em fundo binário

Vários cibercriminosos estão a aproveitar uma falha ativa de segurança no plugin Gravity SMTP para WordPress, que afeta cerca de 100 mil páginas na internet. Segundo um alerta emitido pela empresa de segurança Wordfence, esta vulnerabilidade de gravidade média permite a piratas informáticos aceder a relatórios completos do sistema sem qualquer tipo de autenticação, colocando em risco dados confidenciais, credenciais de serviços e chaves de integração configuradas nas plataformas afetadas.

Como funciona a falha no ecossistema SMTP

A falha, registada como CVE-2026-4020, afeta todas as versões do plugin até à 2.1.4, tendo sido corrigida na versão 2.1.5 lançada a 17 de março. A origem do problema reside num ponto de extremidade da API REST exposto cujo retorno de validação de permissão é sempre positivo. Isto permite que qualquer pedido externo não autorizado descarregue um relatório estruturado do sistema.

Entre as informações expostas encontram-se chaves de API, tokens OAuth e credenciais para plataformas externas de correio eletrónico, incluindo o Amazon SES, Google, Mailjet, Resend e Zoho. O documento expõe ainda configurações da própria base de dados, como versões do servidor e nomes de tabelas, além do ambiente PHP e de detalhes dos temas ou versões de software instalados. Com este acesso, os atacantes conseguem assumir a identidade digital do site perante terceiros ou mapear a infraestrutura para planear investidas subsequentes com menor esforço.

Milhões de ataques bloqueados e um novo alerta

Os investigadores de segurança detetaram um pico massivo de atividade a 7 de junho, dia em que foram travadas cerca de 4 milhões de tentativas de exploração informática. No total, as barreiras de proteção da empresa já bloquearam mais de 17 milhões de investidas contra os seus clientes protegidos. Para os administradores de sistemas, a presença de pedidos direcionados a caminhos de dados de teste específicos no histórico do servidor serve como um indicador claro de que a página está a ser alvo de sondagens.

Em paralelo, a mesma entidade emitiu um aviso para um problema crítico noutro utilitário bastante comum, o Avada Builder, utilizado em mais de um milhão de sites. Esta falha, registada como CVE-2026-8713, envolve uma vulnerabilidade de travessia de diretório que possibilita a eliminação arbitrária de ficheiros sempre que existem formulários configurados para guardar submissões no sistema. A remoção de ficheiros vitais como o de configuração inicial da plataforma pode reverter o site ao seu estado de configuração primário, permitindo que os atacantes tomem o controlo total do servidor. A atualização imediata para a versão 3.15.4 é recomendada para evitar potenciais incidentes, embora ainda não tenham sido observados ataques ativos a explorar esta última falha.

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