
Os consumidores em Portugal devem manter uma atenção redobrada ao conferir as faturas de refeições devido a cobros automáticos e incorretos da taxa de dez cêntimos associada ao novo Sistema de Depósito e Reembolso. Conforme avançado pela SIC Notícias, a entidade gestora SDR Portugal recomenda a verificação minuciosa da presença do selo oficial nas embalagens adquiridas, permitindo salvaguardar os direitos do público perante a circulação de stock antigo que não obriga a qualquer encargo financeiro adicional.
Falhas na restauração motivam o alerta
O foco do problema reside essencialmente nos estabelecimentos de restauração e cadeias de fast food, onde as bebidas costumam ser comercializadas de forma integrada em menus e a leitura ótica individual do código de barras é frequentemente ignorada no momento do pagamento. Caso as ferramentas digitais dos pontos de venda estejam predefinidas para taxar a caução de forma mecânica, o encargo acaba por ser imputado ao cliente sem justificação legal. Ao contrário do ecossistema dos grandes supermercados, cuja triagem informática é imediata e automatizada, o comércio local exige uma verificação visual direta por parte de quem compra.
Período de transição decorre até agosto
A convivência entre vasilhames com e sem a devida sinalização ecológica vai manter-se ativa até ao dia 9 de agosto, estipulando o prazo limite para a acomodação total das mercadorias no mercado. Até essa data, apenas as garrafas e latas de plástico ou alumínio com capacidade inferior a três litros que ostentem a marcação devem pagar o valor extra. Os recipientes desprovidos do logótipo devem continuar a ser colocados no ecoponto amarelo comum. A associação de defesa do consumidor DECO relembrou que a cobrança em falta deve ser esclarecida no próprio local, reforçando que o montante funciona como um depósito totalmente reembolsável aquando da entrega dos plásticos e metais elegíveis.
Expansão da rede de recolha nacional
A malha de recolha do ecossistema, operacional desde o início de abril, iniciou a atividade com mais de 90% das estruturas planeadas instaladas, traduzindo-se em cerca de 2500 postos automáticos operacionais no continente e regiões autónomas. Segundo as declarações de Leonardo Mathias, presidente da entidade gestora, os planos de expansão visam atingir brevemente os 3000 pontos fixos instalados em grandes superfícies comerciais. O plano prevê ainda a abertura de 50 quiosques municipais dedicados, desenhados especificamente para processar volumes elevados de resíduos provenientes do setor hoteleiro e dos canais de consumo local.












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