
A taxa de cliques (CTR) nos resultados da Google está a seguir caminhos opostos consoante o dispositivo utilizado, com os acessos via desktop a registarem um crescimento sólido enquanto as pesquisas móveis perdem força nas primeiras posições. A conclusão surge da análise aos dados do primeiro trimestre de 2026 divulgados pela Advanced Web Ranking, assinalando uma mudança de comportamento estrutural para quem gere estratégias de visibilidade digital.
Comportamento dos utilizadores diverge nos motores de busca
O relatório focado em 22 setores industriais revela que a interação nos computadores aumentou de forma transversal ao longo de dois trimestres. Em contraste, a primeira posição nos telemóveis sofreu uma queda de 2,20 pontos percentuais, mantendo-se estática nas restantes posições do top 10. As pesquisas por marcas específicas registaram os maiores ganhos no desktop, com subidas que variam entre 1,99 e 5,78 pontos percentuais.
O cenário mais extremo foi observado no setor da Família e Parentalidade, onde o primeiro lugar no computador disparou 7,05 pontos percentuais. Na ponta oposta, a categoria de Lei e Política afundou 9,03 pontos na primeira posição das pesquisas feitas em dispositivos móveis.
O impacto dos resumos gerados por inteligência artificial
Esta divisão acontece num período em que a comunidade técnica tenta contabilizar o peso das respostas automáticas afixadas no topo da página. Levantamentos de plataformas como a Ahrefs apontavam para quedas severas de até 58% na atração da primeira posição orgânica perante a presença de inteligência artificial. A atual recuperação nos ecrãs maiores sugere uma adaptação dos utilizadores, que começam a distribuir os seus cliques de forma mais ampla abaixo da terceira posição.
Para as empresas e especialistas de marketing a operar no mercado português, esta separação exige uma atualização imediata nos modelos de análise de desempenho. A utilização de uma métrica combinada e padronizada para todos os ecrãs passou a ser uma prática com margem de erro elevada. Projetar o tráfego com base num valor médio global irá inflacionar de forma irrealista as estimativas de acesso via telemóvel e subestimar as oportunidades concretas de conversão nos computadores de secretária ou portáteis.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!