
A tradição anual mantém-se e a empresa de Cupertino prepara a segunda semana de setembro para a revelação da sua nova geração de telemóveis. Segundo as previsões avançadas por Mark Gurman na Bloomberg, o evento pode ocorrer a 8 ou 9 de setembro, alinhando-se com o calendário habitual que se segue ao feriado norte-americano do Dia do Trabalhador.
Esta consistência nas datas de lançamento cria uma expectativa clara para os consumidores, à semelhança da estratégia que a Samsung adota no início de cada ano com a linha Galaxy S. No entanto, as novidades deste ano trazem uma nuance menos positiva para a carteira dos utilizadores.
Aumento de preços e crise de componentes
Para além da data previsível, o custo elevado dos novos equipamentos é outro fator já esperado. A atual crise global e os reajustes na cadeia de fornecimento de componentes, com particular destaque para os módulos de memória e armazenamento, indicam que os novos iPhone vão chegar ao mercado com valores inflacionados.
A tecnológica já tinha sinalizado recentemente que a subida de preços nestes componentes forçaria atualizações nas tabelas de venda ao público. Esta realidade já se faz sentir em diversos mercados com outros produtos do ecossistema, como é o caso do recente MacBook Neo, cujos valores de retalho sofreram um agravamento notório nas últimas semanas. Para o consumidor em Portugal, isto significa que o preço final de lançamento, com os impostos locais incluídos, vai ser mais pesado do que o praticado na geração anterior.
O atraso do modelo base e a chegada do ecrã dobrável
No evento de setembro, o palco estará reservado exclusivamente para os modelos Pro e Pro Max. A versão base do smartphone sofreu um desfasamento no cronograma da marca e o seu lançamento fica agendado apenas para o primeiro trimestre de 2027.
Apesar deste adiamento, o evento servirá para a revelação do tão aguardado iPhone Ultra, marcando a entrada oficial da marca no segmento dos smartphones dobráveis. As estimativas atuais indicam que este dispositivo inovador custará mais de dois mil dólares, o que se traduzirá num valor substancialmente superior a dois mil euros quando chegar às montras portuguesas.












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