
A Meta terá considerado a aquisição da plataforma de mercados de previsão Kalshi, antes de decidir avançar com o desenvolvimento de uma solução própria e independente. A informação foi avançada num relatório da NPR, que detalha os encontros entre os executivos de ambas as empresas no ano passado.
Mark Zuckerberg ter-se-á reunido com o líder da Kalshi, Tarek Mansour, para avaliar a compra da plataforma. Na altura destas negociações iniciais, a empresa de previsões estava avaliada em cerca de dois mil milhões de dólares, um valor substancialmente inferior aos atuais 22 mil milhões de dólares, que correspondem a aproximadamente 20,5 mil milhões de euros. Procuradas pela imprensa, nenhuma das entidades comentou oficialmente as negociações.
O impasse nas conversações
Os motivos para a falta de acordo final dividem as fontes próximas do processo. Algumas indicam que Tarek Mansour não tinha intenção de vender a plataforma, encerrando os diálogos precocemente. Por outro lado, há quem aponte que a decisão de recuo partiu da própria Meta, face às complexidades legais e éticas que envolvem os mercados de previsão.
Nos Estados Unidos, este tipo de serviço opera sob a supervisão de reguladores de matérias-primas e enfrenta constantes batalhas judiciais, sendo frequentemente equiparado a jogos de azar, apesar de o presidente Donald Trump ter demonstrado uma postura favorável a estas empresas. O cenário regulatório é igualmente complexo noutras geografias. No Brasil, por exemplo, as plataformas foram proibidas de monetizar com apostas desportivas, um indicador dos desafios legais que a gigante tecnológica enfrentaria se expandisse um serviço focado em dinheiro real para a Europa ou para o mercado português, onde as leis de jogo online exigem licenciamento rigoroso.
A alternativa Arena
Sem a aquisição da Kalshi, o foco virou-se para o desenvolvimento interno. Conforme revelado no mês passado, a dona do Facebook encontra-se a trabalhar numa plataforma conhecida internamente pelo nome de código Arena, que pretende competir diretamente com rivais de peso como a Polymarket.
Esta nova aplicação funcionará de forma independente das atuais redes sociais da empresa. Para contornar os obstáculos regulatórios associados aos jogos de azar e às apostas financeiras, a Arena não aceitará dinheiro real numa fase inicial, optando por um sistema focado em pontos virtuais. Ainda não existe uma data confirmada para a disponibilização pública desta nova aposta no mercado das previsões.












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