
O mercado global de smartphones sofreu uma contração de 6,7% nas remessas mundiais durante o segundo trimestre de 2026, totalizando 277,5 milhões de unidades distribuídas. Segundo avançou o ITHome, com base em dados da consultora IDC, esta desaceleração contínua dividiu o setor entre marcas que conseguiram segurar as vendas e outras que enfrentam sérias dificuldades para manter o ritmo.
A sul-coreana Samsung mantém-se na liderança isolada do setor com uma quota de mercado de 22,6%, o que se traduziu no envio de 62,7 milhões de equipamentos. A Apple segurou a vice-liderança global ao registar uma fatia de 20,1% e o envio de 55,8 milhões de dispositivos, demonstrando maior resiliência face à concorrência.
Crise de semicondutores penaliza fabricantes chinesas
A tendência mais marcante do relatório foca-se na quebra generalizada das marcas oriundas da China. A Xiaomi continua a segurar a terceira posição do pódio mundial (medalha de bronze), mas sofreu uma quebra anual expressiva de 26,3%. Este desempenho resultou numa participação de mercado de 11,2% e no envio de 31,2 milhões de unidades.
Logo atrás surgem a OPPO e a Vivo, que fecham o grupo dos cinco maiores fabricantes mundiais com quedas expressivas de 17,5% e 19,4%, respetivamente. Segundo a IDC, o principal fator para este cenário reside na atual crise de chips. As marcas chinesas de maior volume não detêm o mesmo poder de barganha de gigantes como a Apple ou a Samsung para negociar componentes em larga escala e travar a subida de custos.

Huawei destaca-se através do mercado interno
Fora do pódio das cinco marcas mais vendidas à escala global, a Huawei conseguiu destacar-se no trimestre ao alcançar um crescimento expressivo de 20,9% no seu mercado doméstico. O desempenho na China é atribuído a uma política de preços estáveis. Adicionalmente, a empresa partilha com a Samsung e com a Apple uma vantagem competitiva crucial: o controlo total sobre a produção dos seus próprios chips.
Para os próximos meses, os analistas antecipam um impacto direto no bolso dos consumidores. Espera-se um forte "enxugamento" na oferta de smartphones de gama média e de entrada, uma vez que este segmento de consumo é o mais vulnerável ao aumento de preços gerado pela escassez de componentes na indústria.












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