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bandeira da união europeia

A escolha do assistente de inteligência artificial (IA) no teu telemóvel poderá deixar de estar sob o controlo exclusivo das grandes fabricantes de tecnologia. De acordo com as diretrizes partilhadas pela Comissão Europeia no seu site oficial, a Google será obrigada a abrir o ecossistema móvel a assistentes rivais e a partilhar dados de pesquisa com a concorrência. Esta decisão regulatória desencadeou um braço de ferro com as gigantes tecnológicas, que alegam sérios riscos para a segurança dos utilizadores.

O diretor jurídico da Google, Kent Walker, alertou no blogue da empresa que estas exigências comprometem as defesas cruciais de privacidade de milhões de cidadãos europeus. Segundo o executivo, as aplicações de terceiros passariam a obter permissões altamente sensíveis nos dispositivos, e os dados de pesquisa partilhados poderiam acabar em empresas desconhecidas sem uma anonimização adequada. Também o responsável pelo Android, Sameer Samat, criticou a abordagem de Bruxelas, reforçando que qualquer utilizador já tem a liberdade de alterar o assistente predefinido nas definições do sistema.

Apple adia estreia da Siri AI na Europa

A Apple adotou uma postura ainda mais drástica como forma de retaliação. A empresa confirmou que a nova Siri AI não será disponibilizada na União Europeia com o lançamento dos sistemas operativos iOS 27 e iPadOS 27, ficando igualmente de fora do Apple Watch. Na Europa, apenas os utilizadores de computadores Mac e do Vision Pro terão acesso à nova tecnologia.

O chefe de software da Apple, Craig Federighi, manifestou desapontamento com as regras impostas pelo bloco europeu. Segundo a visão da marca, a legislação iria forçá-la a conceder a assistentes rivais um acesso direto a dados privados e o controlo sobre outras aplicações. A comissão acabou por rejeitar a solução intermédia proposta pela Apple, uma interface protegida chamada Trusted System Agent, deixando os iPhones europeus sem qualquer previsão de receber a nova inteligência artificial.

Bruxelas defende salvaguardas e aponta concorrência

Em contrapartida, a Comissão Europeia assegura que o processo de partilha de dados de pesquisa foi desenvolvido em conjunto com especialistas em proteção de dados, recorrendo a um sistema de anonimização em várias camadas. Adicionalmente, a Google mantém o direito de verificar se uma empresa destinatária representa um risco de segurança antes de transferir qualquer informação.

Especialistas jurídicos aconselham alguma prudência face aos argumentos de privacidade das marcas, sugerindo que o protesto surge principalmente devido ao impacto direto nos seus modelos de negócio. No panorama atual, nada se altera de imediato para o consumidor final, mas os dados de mercado ajudam a justificar a tensão. Estatísticas da consultora Omdia revelam que o ChatGPT já se encontra instalado em cerca de 30% dos smartphones na União Europeia, o que explica o esforço das gigantes norte-americanas em proteger os seus ecossistemas contra a concorrência externa.

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