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bandeira da união europeia

A Apple colocou-se ao lado da Google nas críticas dirigidas às recentes propostas da União Europeia (UE). Em causa está a intenção da Comissão Europeia em forçar a gigante das pesquisas a conceder a serviços de inteligência artificial de terceiros o mesmo nível de acesso ao sistema Android que o Google Gemini atualmente possui.

A Comissão tem vindo a intensificar as medidas para garantir que a Google cumpre as regras impostas pelo Regulamento dos Mercados Digitais (DMA). Logo em janeiro, a entidade europeia notificou a empresa de que teria de disponibilizar aos assistentes de IA externos as mesmas permissões no Android que a sua própria tecnologia utiliza. Além disso, exigiu a partilha de dados anonimizados de visualização, cliques e pesquisas com os motores de busca rivais. Segundo avançou a Reuters, a Apple reforçou a posição da Google, alertando que a abertura total do sistema pode comprometer seriamente a segurança dos consumidores.

O braço de ferro com os reguladores europeus

O objetivo central da Comissão Europeia passa por garantir oportunidades iguais de inovação e concorrência no mercado da inteligência artificial nos dispositivos móveis. Para os reguladores, abrir as portas do Android é um passo fundamental para manter o setor dinâmico e evitar monopólios. Contudo, em abril, quando a Comissão divulgou o projeto com as medidas específicas de conformidade, os advogados da Google responderam prontamente: as exigências minam a privacidade e segurança dos utilizadores europeus, além de aumentarem os custos de forma desnecessária.

Foi precisamente neste ponto que a fabricante do iPhone interveio. No seu feedback oficial sobre as propostas europeias, a Apple partilhou das mesmas preocupações. A empresa argumenta que dar acesso profundo a serviços de IA concorrentes permitiria que estes interagissem com aplicações críticas do dia a dia, desde plataformas de envio de e-mails até serviços de entrega de comida ou partilha de fotografias.

Riscos imprevisíveis e críticas à Comissão

Para a Apple, as medidas propostas levantam receios urgentes e graves. No documento enviado, a empresa sublinha que, a confirmarem-se, as regras criam riscos profundos para a integridade e desempenho dos equipamentos, bem como para a segurança dos utilizadores. A justificação baseia-se no facto de os sistemas de IA estarem em constante evolução, apresentando comportamentos e capacidades que ainda são imprevisíveis.

A marca da maçã foi mais longe e criticou diretamente o tempo de trabalho dos reguladores. A Apple acusa a Comissão Europeia de substituir as decisões técnicas tomadas pelos engenheiros da Google pelo seu próprio julgamento, baseado em menos de três meses de análise. O relatório aponta que a abordagem se torna ainda mais perigosa quando o único valor visível nas medidas parece ser a imposição de um acesso aberto e sem restrições.

A Apple não esconde o seu forte interesse no desfecho deste caso, até porque também se encontra sob o escrutínio da Comissão Europeia. A gigante tecnológica tem mantido uma oposição firme ao Regulamento dos Mercados Digitais, que a obrigou a permitir lojas de aplicações de terceiros no seu sistema operativo, chegando mesmo a pedir a revogação da lei no passado.

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