
A Apple tornou-se a segunda empresa no mundo a ultrapassar a impressionante marca de cinco biliões de dólares em capitalização bolsista. O marco histórico foi alcançado após as ações da gigante tecnológica registarem uma subida de 1,8% nesta terça-feira, passando a negociar no valor máximo de 342,89 dólares. Com este desempenho, a dona do iPhone consolida novamente o seu lugar como a cotada mais valiosa de Wall Street, ultrapassando a Nvidia, que tinha sido a pioneira a quebrar este recorde em maio, mas que perdeu cerca de um bilião de dólares em valor de mercado nas últimas semanas.
O crescimento financeiro da tecnológica de Cupertino tem demonstrado um ritmo acelerado em 2026. A empresa tinha superado a barreira dos quatro biliões de dólares em outubro do ano passado e, desde o início deste ano, as suas ações já dispararam perto de 24%. Este sucesso financeiro contínuo continua a ser fortemente sustentado pelo volume sólido de vendas da sua linha de telemóveis.
O impacto da inteligência artificial e o novo ecossistema
Para além do desempenho do ecossistema de hardware, a confiança dos investidores foi recentemente reforçada por anúncios de grande relevância no campo do software e da inteligência artificial. A empresa revelou uma nova versão da Siri integrada com o modelo Gemini da Google, expandindo os horizontes da Apple Intelligence para compreender melhor o contexto prático de cada utilizador.
A assistente virtual atualizada terá capacidades nativas para gerir palavras-passe e interagir com ferramentas avançadas de modelação 3D para edição fotográfica. Estas novidades chegam acompanhadas pelo novo sistema operativo macOS Golden Gate. Contudo, devido a entraves e exigências de cariz regulatório, estas funcionalidades de inteligência artificial vão falhar o lançamento inicial na Europa e na China, ficando disponíveis apenas noutras regiões a partir do outono. Para os utilizadores portugueses e europeus, isto significa que o acesso oficial a estas ferramentas avançadas poderá sofrer um atraso considerável.
Novo modelo de aluguer de telemóveis nos Estados Unidos
A par dos resultados em bolsa, a empresa revelou também uma mudança estratégica na sua vertente comercial com a introdução de um sistema de aluguer de iPhones. Numa fase inicial, esta modalidade estará disponível exclusivamente para os clientes residentes nos Estados Unidos, permitindo o usufruto de um telemóvel por um período máximo de dois anos.
O programa de subscrição arranca com uma mensalidade base de 17,99 dólares. Embora o valor original seja direcionado ao mercado norte-americano, uma conversão direta situaria o serviço em torno dos 17,99 euros por mês, caso o modelo venha a ser expandido para o mercado europeu. Importa ressalvar que, se o formato for eventualmente lançado em Portugal, as taxas alfandegárias locais e a carga fiscal do IVA deverão ditar um preço final superior ao praticado nos Estados Unidos.












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