
Um serviço do Windows 11, identificado como whesvc (Windows Health and Optimized Experiences), está no centro de uma nova polémica na comunidade tecnológica. A controvérsia ganhou tração na rede social X, onde a ferramenta foi acusada de vigiar os componentes do computador e prejudicar o seu desempenho. No entanto, o vice-presidente da Microsoft, Scott Hanselman, recorreu ao X para rejeitar estas afirmações de forma contundente. A funcionalidade original tinha sido detalhada pela empresa no blogue oficial do Windows durante o ano de 2025.
A acusação de telemetria excessiva
A discussão teve início quando Xilly, um criador de conteúdo focado na otimização de Windows para videojogos, apresentou o whesvc como uma adição silenciosa ao sistema operativo. Segundo o próprio, o serviço inicia automaticamente a cada arranque e dedica-se a monitorizar o processador, as temperaturas e o estado da bateria.

A acusação vai mais longe ao afirmar que estes dados são enviados para a Microsoft a cada quinze minutos. Apesar de ter sido alegadamente desenhado para computadores portáteis, o criador de conteúdo garante que o processo corre igualmente em computadores de secretária, onde consome recursos sem oferecer qualquer benefício prático ao utilizador. As métricas apresentadas por Xilly resultam de registos técnicos construídos através de contadores de desempenho ligados à memória, armazenamento e processador, e não de gravações de ecrã comuns.
O contra-ataque e a versão oficial
Scott Hanselman, vice-presidente da Developer Community na empresa responsável pelo sistema, não deixou a denúncia sem resposta. O executivo explicou que a ferramenta foi introduzida em maio de 2025, na compilação 27863 do canal Canary, e o seu funcionamento foi esclarecido a 18 de julho de 2025, com o lançamento da compilação Insider 26200.5710 no canal Dev.
O objetivo do serviço é registar informação de forma automática quando o equipamento regista lentidão. Os ficheiros de diagnóstico são guardados localmente na pasta %SystemRoot%\Temp\DiagOutputDir\Whesvc. A empresa sublinha que as trazas de desempenho não saem do computador de forma automática. O envio de dados só ocorre se o utilizador submeter um relatório através do Centro de opiniões, selecionando a categoria de lentidão do sistema no ambiente de trabalho.
Hanselman atacou a metodologia da acusação, classificando as conclusões como "dramáticas" e baseadas em engenharia inversa incompleta, sem verificação do fluxo total do serviço.
Até ao momento, nenhuma das partes apresentou medições independentes que comprovem o impacto real do whesvc no consumo de recursos. A ausência de testes concretos mantém o debate em aberto, deixando os utilizadores a aguardar por dados técnicos precisos sobre o verdadeiro custo desta ferramenta de diagnóstico no sistema.












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