
A divisão de fabricação de semicondutores da Samsung projeta operar na sua capacidade máxima durante a segunda metade de 2026, impulsionada pela procura global por componentes de IA de alto desempenho. De acordo com informações avançadas pelo SammyGuru, o negócio consolida assim uma recuperação financeira sustentada pelo fornecimento de hardware para centros de dados, gerando perspetivas de lucros trimestrais sólidos.
Salto na ocupação das fábricas e o papel das memórias HBM4
Esta meta de 100% de ocupação representa uma aceleração relevante face aos níveis atuais, que se situam entre os 70% e os 80%. O crescimento assenta, sobretudo, na produção de unidades de processamento especializadas e nas matrizes de base para memórias HBM4, fabricadas através do processo de 4 nanómetros.
A inversão de marcha ganha especial relevância após um período de perdas acentuadas na unidade. Anteriormente, as linhas de montagem dedicadas às litografias de 4 nm e 5 nm operavam com uma taxa inferior a 50%, gerando um forte impacto negativo nas contas do grupo sul-coreano.
Tecnologia de 2 nanómetros atrai grandes clientes internacionais
Em paralelo com a produção atual, a tecnológica regista um interesse crescente por parte de fornecedores de serviços na nuvem e de clientes de computação de alta performance na futura litografia de 2 nm. O progresso técnico nesta frente tem sido constante: os rendimentos de fabricação alcançaram os 60%, aproximando-se da fasquia dos 70% estipulada para viabilizar encomendas em massa.
O regresso à rentabilidade mensal ao longo de 2026 reflete a forte procura externa. Neste cenário, o aumento de pedidos por parte de grandes empresas dos Estados Unidos surge como um dos pilares centrais para manter as fábricas a trabalhar no limite da capacidade.












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